Na nota de Informação Estatística sobre o Crédito do Banco Nacional de Angola (BNA) referente a junho deste ano, indica-se que o crédito bruto ao setor não financeiro se cifrou em 9,2 biliões de kwanzas (8,7 mil milhões de euros), representando um aumento de 15,6% face ao período homólogo do ano anterior.
O BNA realçou, no documento, que 85% do crédito bruto representou o endividamento do setor privado (empresas privadas e particulares) e 15% do setor público (administração pública e empresas públicas).
No período em referência, o crédito bruto ao setor real da economia totalizou os dois biliões de kwanzas (1,9 mil milhões de euros), um aumento de 30,3% face ao período homólogo de 2025, “impulsionado principalmente pelo desempenho das indústrias extrativas, com uma variação de 47%.
“Entretanto, o crédito total concedido ao abrigo do Aviso nº 10/2024 do BNA, para o fomento do setor real, situou-se em 1,4 biliões de kwanzas (1,3 mil milhões de euros), representando 71,3% do total de crédito concedido a este setor e 15,6% da carteira de crédito bruto do sistema bancário”, lê-se na nota.
O Aviso nº 10/2024 do banco central angolano obriga os bancos comerciais a concederem crédito às empresas sob pena de serem multados.
Comparativamente ao período homólogo, o montante total atribuído no período em referência representou um aumento de 9,3%, destacando-se o financiamento de projetos nos subsetores da indústria transformadora e da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca, com acréscimos de 17,3% e 20,5%, respetivamente.
“Estes aumentos compensaram a contratação de 74,9 mil milhões de kwanzas (19,2%) observada no subsetor das indústrias extrativas”, refere-se nas estatísticas.
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