O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, indicou que 17.907 pessoas ficaram sem habitação após o duplo sismo, enquanto se mantém – desde a passada quinta-feira – a cifra de resgatados em 6.462.
Rodríguez acrescentou que as autoridades já prestaram assistência a 86.794 famílias e que 16.892 pessoas estão nos 89 acampamentos temporários montados pelo Estado venezuelano.
O dirigente afirmou ainda que há 856 edifícios afetados pelos sismos, dos quais 190 colapsaram totalmente.
O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho aumentou para 104 e há 57 desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Entre os 104 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos, em que 90 tinham também a nacionalidade venezuelana, estão 18 crianças e 86 adultos, indicou o MNE.
O anterior balanço contabilizava 102 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos.
Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, iniciou na quarta-feira uma visita de quatro dias ao país e anunciou hoje que a companhia aérea TAP vai retomar, em 13 de julho, os voos de e para a Venezuela, utilizando o Aeroporto Arturo Michelena de Valência, a 170 quilómetros a oeste de Caracas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
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