São Tomé e Príncipe: Patrice Trovoada pede a militantes da ADI para não participarem nas eleições de Setembro
O ex-primeiro-ministro são-tomense Patrice Trovoada apelou, esta quarta-feira, 12 de Agosto, aos militantes da Acção Democrática Independente (ADI) para se absterem de votar nas eleições legislativas e autárquicas marcadas para 27 de Setembro. Um apelo que surge como protesto por ter sido afastado por “manobras políticas mafiosas, encobertas por decisões judiciais” do processo eleitoral.
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Num vídeo divulgado nas redes sociais, o antigo chefe de Governo afirmou que a orientação da sua ala é para que os militantes não se dirijam às urnas nas eleições para a Assembleia Nacional e para as autarquias. Já relativamente às eleições para escolher o Governo da Região Autónoma do Príncipe, que também terão lugar a 27 de Setembro, os militantes da ADI terão “liberdade de voto”.
Patrice Trovoada justificou a decisão como uma forma de protesto contra aquilo que considera ser uma tentativa de impedir a ADI, sob a sua liderança, de participar no processo eleitoral. Segundo o político, o partido foi afastado através de “manobras políticas mafiosas” acompanhadas por decisões judiciais.
O antigo chefe do Governo explicou que a decisão de recomendar a abstenção surgiu depois de várias tentativas de encontrar uma solução que permitisse à sua corrente política concorrer às eleições. De acordo com Patrice Trovoada, foram estudadas tanto uma candidatura própria como uma eventual aliança com outras forças políticas, mas ambas as possibilidades acabaram por enfrentar obstáculos.
A decisão ocorre no contexto de uma prolongada disputa interna na ADI. Em Julho, depois das eleições presidenciais de 19 de Julho, o Tribunal Constitucional reconheceu Américo Ramos como presidente do partido, na sequência do congresso realizado em Junho. A decisão foi contestada pelo grupo ligado a Patrice Trovoada.
Patrice Trovoada, que liderou a ADI durante mais de 20 anos, questiona a legitimidade desse processo e sustenta que a decisão judicial impediu uma parte significativa dos apoiantes do partido de escolher livremente os seus representantes.
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