A vice-presidente da ADI – Acção Democrática Independente -, Celmira Sacramento, anunciou esta quarta-feira, 27 de Maio, em conferência de imprensa realizada em São Tomé, que o partido apresentou uma queixa-crime no Ministério Público contra um grupo de indivíduos acusados de utilizar abusivamente o nome e os símbolos da formação política em actividades consideradas ilegítimas pela direcção.
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Celmira Sacramento afirmou que a direcção do ADI tem acompanhado “com surpresa e preocupação” a actuação de um grupo de pessoas que tem utilizado o nome e os símbolos do partido nas redes sociais e na organização de reuniões apresentadas como encontros de militantes e responsáveis da ADI.
Temos notado, com surpresa e, sobretudo, preocupação, como de forma insistente e abusiva um grupo de pessoas, composto, entre outras, pelo actual primeiro-ministro, têm utilizado o nome do ADI e os símbolos do nosso partido nas redes sociais e na convocação de reuniões supostamente com militantes e responsáveis do ADI, chegando mesmo a utilizar estas imagens em apoio à campanha do candidato Carlos Vila Nova [actual Presidente do país].
De acordo com a vice-presidente do ADI, foi apresentada uma queixa-crime com procedimento criminal contra vários indivíduos, entre os quais o primeiro-ministro, Américo Ramos, os ministros Nelson Cardoso e Nilton Garrido, os deputados dissidentes do ADI Orlando da Mata e Vasth Santos, assim como o director da empresa de Água e Eletricidade Posik Santos. O partido deu igualmente entrada de dois expedientes junto do Tribunal Constitucional.
Celmira Sacramento acusou o grupo de integrar um plano político destinado a desestabilizar o partido e influenciar o processo eleitoral.
Denunciamos, com toda a nossa energia, essas manobras que fazem parte de um plano orquestrado pelos atuais detentores do poder político, nomeadamente pela equipa do Governo da iniciativa presidencial, com vista a induzir os cidadãos eleitores em erro, criar confusão no seio da militância do ADI e perturbar as eleições que se avizinham.
A dirigente revelou que a maioria dos membros do Conselho Nacional subscreveu uma petição a solicitar a expulsão dos elementos envolvidos, estando o pedido sob análise da direcção do partido.
Segundo explicou, os mesmos elementos terão recorrido ao Tribunal Constitucional através de uma providência cautelar para impedir a realização de um Conselho Nacional destinado à aprovação do regulamento eleitoral para um congresso extraordinário electivo, no qual deveria ser escolhido o candidato presidencial do partido.
A vice-presidente da ADI classificou a situação como uma tentativa ilegítima de controlo da estrutura partidária.
Estamos perante um assalto vergonhoso e indigno de pessoas que pretendem a direcção do maior partido nacional sem se submeterem à decisão dos militantes.
Celmira Sacramento criticou ainda aquilo que classificou como “atropelos” à Constituição, ao funcionamento regular das instituições democráticas e aos princípios éticos e morais da vida pública nos últimos 18 meses.
A dirigente apelou à militância para se manter unida e firme perante o que descreveu como um “plano maquiavélico” destinado a destruir o partido e favorecer a eleição de um Presidente da República apoiado pela oposição.
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