A Rússia intensificou a sua presença no comércio global de carne de peru ao abrir frentes de exportação no Sudeste Asiático, realizando os primeiros embarques para a Malásia e Filipinas. Contudo, o ritmo de crescimento da produção nacional enfrenta a escassez de ovos férteis para incubação, provocada por surtos de gripe aviária em fornecedores tradicionais da Europa.
Indicadores de Produção e Comércio Global de Perus
| Indicador / Métrica | Dados Atuais | Metas e Projeções |
| Fatia no Mercado Global | 9% das exportações mundiais | Alcançar 10% (~65.000 t) até 2030 |
| Novos Mercados | Malásia e Filipinas | Ampliação promovida pelo Grupo Damate |
| Demanda por Ovos Férteis | 55,2 milhões de unidades | Produção local: 37,2 mi / Importação necessária: 18 mi |
| Déficit de Insumos | ~3,0 milhões de ovos | Importação real caiu para 15,1 milhões |
| Origem das Importações | Alemanha (32%), Canadá, Eslováquia, França e Reino Unido | – |
Oportunidades Globais e Gargalos Operacionais
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Avanço no Sudeste Asiático: O Grupo Damate, maior produtor do país, liderou as entregas de filé de peito de peru para o mercado filipino e malaio, preenchendo o espaço deixado pelo recuo da produção nos Estados Unidos e na União Europeia.
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Queda na oferta de insumos: As compras russas de ovos férteis caíram 14% em relação ao ano anterior e acumulam retração de quase 50% frente aos níveis de 2022, devido a barreiras sanitárias em países exportadores.
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Ociosidade nas plantas industriais: Embora o setor disponha de áreas, grãos para ração e capacidade de abate instalada, os frigoríficos operam em apenas 1 a 1,5 turnos por falta de pintinhos para alojamento.
Segundo Albert Davleev, presidente da consultoria Agrifood Strategies, “os produtores russos encontram uma janela promissora de exportação com a retração da avicultura na Europa e nos EUA. Contudo, a capacidade de incubação de ovos permanece como o principal gargalo para que o país consiga utilizar a totalidade da sua infraestrutura industrial de abate.”
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