Os diálogos com Macário foram extraídos do celular de Adilson, apreendido pela Polícia Civil na primeira fase da Operação Baest, em maio de 2025. Como Macário é desembargador e tem foro privilegiado, ele não é investigado pela Polícia Civel nem pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
As provas coletas pelas autoridades capixabas foram “emprestadas” à Polícia Federal no Rio de Janeiro para integrar a Operação Unha e Carne, que começou após o vazamento da Operação Zargun.
A principal linha de apuração se baseia em um suposto encontro do desembargador com o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, em um jantar em 2 de setembro de 2025, véspera da ação policial que levou à prisão o então deputado fluminense TH Joias. Este é suspeito de ser operador financeiro do Comando Vermelho.
Em março para A Gazeta, a defesa do desembargador negou o vazamento e diz que o caso é uma narrativa construída. A equipe de advogados afirmou, na ocasião, haver erros concretos nas apurações que culminaram na denúncia de seu cliente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Vinculado ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário está preso desde dezembro do ano passado e teve pedidos de soltura negados pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
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