Projecto ″Paga3″ acusa Standard Bank Angola de uso indevido de start-up

Criadores da start-up angolana Paga3, propriedade da empresa Cafeje-Comércio e Indústria, acusam o Standard Bank Angola de ter utilizado informações estratégicas partilhadas num projecto-piloto para desenvolver produto semelhante. Caso deu entrada em tribunal há cerca de um ano, enquanto queixosos aguardam por decisão sobre a providência cautelar.

Dino Duarte/Hortênsio Sebastião

7 de Setembro 2026 às 12:36


Actualizado às 14:16

A relação entre o Standard Bank Angola e a empresa Cafeje-Comércio e Indústria, fundadora da start-up Paga3, inicialmente construída em torno de uma possível parceria estratégica, transformou-se numa disputa que envolve alegadas violações de direitos de autor e propriedade intelectual.

Os promotores da empresa afirmam que o banco terá utilizado informações estratégicas, operacionais e tecnológicas partilhadas durante o desenvolvimento de um projecto-piloto para criar, posteriormente, um produto com características semelhantes.

O caso remonta a 2019, quando os fundadores da Paga3 tiveram a ideia de desenvolver uma solução destinada a facilitar o pagamento de produtos e serviços de forma faseada.

Instituição bancária afasta todas as acusações de alegado furto de projecto da start-up

O Standard Bank de Angola (SBA) considera a reclamação da GAFEJE “infundada e manifestamente abusiva”, salientando ter sido atendida e analisada por peritos do banco, segundo o e-mail enviado ao NJ pela Direcção de Marketing e Marca do banco.

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