O ministro da Defesa anunciou há pouco em Bruxelas que o conselho de ministros está a aprovar um novo decreto-lei de efetivos que vai aumentar o 31 mil o número de militares que podem ser recrutados para as forças armadas.
“Em primeiro lugar, as boas notícias enquanto falamos estará a ser aprovado em Conselho de Ministros o novo decreto-lei de efetivos que aumentará para números próximos de 31.000, o número de militares que poderão ser recrutados para as Forças Armadas”.
Nuno Melo anunciou ainda que Portugal atingiu o compromisso de 2 por cento de investimentos em defesa no âmbito da NATO.
“É sabido já Portugal atingiu um investimento na defesa de 2,01% do Produto Interno Bruto. Significa que em 2025 concretizamos aquilo que era um compromisso de Portugal, firmado em 2014, mas nunca alcançado. Quando cheguei ao Ministério da Defesa Nacional, o investimento em defesa rondava 1,3% e este esforço é notável e que é sublinhado pela própria NATO”.
No fim das primeira reuniões de ministros de defesa da NATO, hoje em Bruxelas, Nuno Melo anunciou ainda que Portugal vai aumentar as participações nas missões europeias. O ministro diz que o país está pronto para uma maior contribuição depois de os Estados Unidos terem anunciado que vão deixar de investir tanto na defesa europeia.
“Portugal está à altura desse desafio. Acabei de autorizar que Portugal integrasse aquela que é a Iniciativa Norueguesa para Defesa do Atlântico, englobando vários países, de um lado e de outros do outro lado – desde logo o Canadá, mas os principais países atlânticos europeus – e Portugal também lá estará. Portugal está neste momento presente em quatro países, a Leste, e estuda a possibilidade de reforçar as suas participações, nomeadamente acolhendo aquele que é um pedido do governo romeno a propósito de uma ameaça crescente com drones”.
O Ministro da Defesa garante que Portugal está a ponderar a forma de participar na missão de paz no Estreito de Ormuz, nomeadamente através da operação anti minas e da vigilância por satélite.
“Ponderamos a possibilidade de reforço a três níveis; um de pessoal no quartel-general; segundo, no que tem que ver com a luta em anti minas e, nesse caso com veículos não tripulados que serão entregues, se assim for decidido oportunamente, e também com a possibilidade de utilização daquilo que são informações nacionais recolhidas via satélite e subaquáticas para esse esforço. Tudo isto que está a ser ponderado será levado oportunamente ao Conselho para a Defesa Nacional para que possa, nos termos da lei, ser decidido”.
Crédito: Link de origem