Portugal e Irlanda são os países da Europa que mais impedem a entrada de brasileiros | Segurança

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Dados da União Europeia, consolidados pela Eurostat, o gabinete de estatística do bloco, apontam que Portugal e Irlanda são os países que mais impedem a entrada de brasileiros na região. Segundo os números de 2025 tornados públicos, Portugal barrou 750 cidadãos oriundos do Brasil que tentavam entrar no país, todos por meio de aeroportos. Ou seja, os brasileiros representaram 35% das negativas dadas pelos agentes de imigração, seguidos pelos viajantes de Angola (395) e de Cabo Verde (95).

Já na Irlanda, 725 brasileiros tiveram a entrada negada, sendo 700 em aeroportos, 15, por terra, e 10, pelo mar. No total, o serviço de imigração irlandês barrou 6610 cidadãos de países de fora da União Europeia, sendo os primeiros colocados na lista dos rejeitados os albaneses (1280).

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Portugal e Irlanda abrigam grandes comunidades de brasileiros — em território luso, são quase 500 mil com documentos em dia e, em terras irlandesas, aproximadamente 60 mil. Ambos os números são de 2024.

No total, 2910 brasileiros foram impedidos de entrar nos países da União Europeia em 2025 — mais 14% ante 2024 —, dos quais 2690 foram barrados em aeroportos. O Brasil aparece em 12.º lugar na lista dos países com mais cidadãos impedidos de pisar em solo europeu.

A Europa vem apertando a fiscalização em suas fronteiras desde o ano passado e instalou, nos aeroportos da região, um sistema interligado que permite a checagem online de informações relativas aos viajantes.

Em Portugal, esse sistema, que recolhe dados biométricos de passageiros e entrou em operação em abril último, tem provocado filas de até seis horas no terminal de Lisboa, a ponto de ser suspenso em vários momentos para conter o caos.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, por sinal, já cogita uma nova interrupção da recolha dos dados biométricos do passageiros, diante dos constrangimentos sofridos por quem decide entrar na Europa pela capital portuguesa.

Justificativas

No total, a União Europeia recusou, no ano passado, a entrada de 132,6 mil viajantes, um aumento de 7,1% em relação a 2024. Entre as principais justificativas da UE para que tantas pessoas fossem barradas estão a falta de argumentos para a estadia — 30,3% dos casos —, o estouro, em viagens anteriores, do prazo permitido de permanência na região, de três meses seguidos a cada 180 dias (16,9%), e a ausência de vistos ou de autorizações de residência (15,3%).

A Europa vai restringir ainda mais o controle de entrada de cidadãos de países terceiros na região. A partir do último trimestre deste ano, deverá entrar em vigor o ETIAS, que corresponde a uma autorização de viagem para circular pelo Espaço Schengen.

Turistas de 59 países, entre eles, o Brasil, terão de requerê-la. Isso, mesmo os brasileiros não precisando de vistos para entrada nos países da União Europeia, conforme acordo ratificado recentemente entre o bloco e o Brasil.

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