Portugal continua a ‘sonhar’ com sensacional vitória em Espanha — DNOTICIAS.PT

Portugal entrou hoje de forma sensacional na segunda fase de qualificação para o Mundial de basquetebol de 2027, ao conseguir inédita vitória em jogos oficiais face à Espanha, por 89-95, em Saragoça.

Em encontro da primeira jornada do Grupo I, que era, em termos teóricos o mais difícil dos seis desta fase, o conjunto de Mário Gomes deu mais uma demonstração do muito que tem ‘crescido’, ao vencer de forma categórica a campeã mundial de 2006 e 2019.

Com este triunfo, Portugal mantém bem vivo o sonho de chegar pela primeira vez na sua história a um Mundial, seguindo para já no grupo dos segundos classificados do agrupamento, lado a lado, entre outros, com a Geórgia, que recebe na segunda-feira.

A formação das ‘quinas’ perdia por nove pontos (68-59) a 3.14 minutos do final do terceiro período, mas, depois disso, conseguiu um parcial de 21-36, incluindo um 18-24 no quarto final, comandado por Diogo Ventura (19 pontos).

Portugal, quase sempre impecável defensivamente, foi melhor no final mesmo sem Neemias Queta, que abriu o derradeiro parcial com um grande ‘afundanço’, lançando a equipa para um liderança que jamais perdeu, mas rapidamente foi substituído e não mais entrou, aparentemente por problemas físicos.

Travante Williams foi o melhor marcador luso, com 22 pontos, secundado por Ventura, Neemias Queta (16 pontos e nove ressaltos), Ruben Prey (15 pontos) e Rafael Lisboa (11).

Num dia em que, ofensivamente, não esteve nos seus dias, Diogo Brito (cinco pontos) foi muito importante na defesa, como, a saltar do banco, Ricardo Monteiro e André Cruz, sendo que Portugal resistiu mesmo a nove lances livres falhados (em 34).

Com um cinco diferente do habitual, face à presença de Ruben Prey e Neemias Queta, que nunca haviam coincidido, e Lisboa como base, em vez de Ventura, Portugal entrou nervoso e cometeu três ‘turnovers’ a abrir, ficando a perder por 4-0.

Travante e Prey ‘acordaram’, porém, a equipa das ‘quinas’, que respondeu com um parcial de 2-9 e passou para a frente (6-11), mantendo-se depois sempre na frente até ao final do primeiro período, que acabou com sete pontos à maior (14-21).

Depois de ter entrado mal no primeiro período, Portugal entrou ainda pior no segundo e, com um parcial de 15-3, também porque passou a acertar ‘triplos’ — depois de um em nove no primeiro quarto -, virou para 29-24, obrigando Mário Gomes a parar o jogo.

A Espanha ainda alargou a vantagem (31-24), mas Portugal reencontrou-se e, com Neemias e Lisboa a aparecerem no ataque, encostou no marcador (36-34).

Chus Mateo respondeu com um desconto de tempo, mas a equipa das ‘quinas’ acabou bem melhor o segundo período, conseguindo, com um parcial de 5-13, fechar a vencer por seis pontos (41-47), depois de ter liderado por oito (39-47).

Portugal também não entrou bem na segunda parte, mas foi conseguindo não ser ultrapassado no marcador pela Espanha, até que, com Cardenas e Brizuela muito certeiros, os locais conseguiram mesmo o comando e fugir (68-59).

Faltavam 3.14 minutos para fechar o terceiro período e a equipa lusa parecia algo ‘perdida’, mas nada disso: a resposta foi um parcial de 3-11, que empatou o jogo a 71.

Neemias abriu as ‘hostilidades’ no quarto período com um ‘afundanço’ monstruoso, mas, aparentemente com problemas físicos, saiu pouco depois, altura em que Portugal mostrou que vale sobretudo pelo conjunto e a sua capacidade defensiva.

Com Travante e Ventura imparáveis no ataque, Portugal ganhou num ápice nove pontos de avanço (73-82) — ainda chegou a 10 (81-91) -, perturbando claramente a jovem equipa espanhola, que já não teve resposta, sobretudo para a grande defesa dos lusos.


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