A Guiné Equatorial é um país de rendimento médio-alto, constituído por um território continental (Río Muni) e por várias ilhas, entre as quais se destacam Bioko — onde se localiza a capital, Malabo —, Annobón, Corisco e Elobey. Com uma população estimada em cerca de 1,9 milhões de habitantes, faz fronteira com os Camarões, a norte, o Gabão, a leste e a sul, e é banhada pelo Golfo da Guiné, a oeste.
O país dispõe de importantes recursos naturais, incluindo solos agrícolas férteis e reservas minerais de ouro, urânio, diamantes, columbite-tantalite e hidrocarbonetos, cuja exploração teve início na década de 1990. Mais recentemente, foram identificadas significativas reservas de gás natural, estando em curso a expansão das infraestruturas destinadas à sua exploração.
Apesar desta riqueza, a economia continua fortemente dependente do setor dos hidrocarbonetos, que representa cerca de metade do Produto Interno Bruto (PIB), a maior parte das receitas públicas e a quase totalidade das exportações. Esta concentração torna o país particularmente vulnerável às oscilações dos preços internacionais do petróleo e do gás, bem como ao declínio da produção dos campos existentes, agravado pelo reduzido investimento e pelos desafios do ambiente de negócios.
A atividade económica registou uma contração em 2024, tendência que deverá manter-se em 2025 e 2026, refletindo a diminuição da produção petrolífera, a quebra das exportações e um contexto de política monetária restritiva.
No setor agrícola destacam-se culturas como a batata-doce, a banana, o café, o cacau e a mandioca, áreas que apresentam potencial para diversificar a economia e criar novas oportunidades de negócio.
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