Países sul-americanos assinam acordo regional em Santiago para combater crime organizado e narcotráfico
Ministros das Relações Exteriores e autoridades de segurança da Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru se reuniram nesta quinta-feira (28), em Santiago, no Chile, para discutir estratégias conjuntas de enfrentamento ao crime organizado transnacional, à migração irregular e ao narcotráfico.
A cúpula regional terminou com a assinatura do “Compromisso Regional de Santiago contra o Crime Organizado Transnacional”, documento que estabelece diretrizes para ampliar a cooperação entre os países sul-americanos no combate às organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.
Chile defende ação conjunta contra violência e crime organizado
Durante a reunião de alto nível, o presidente chileno José Antonio Kast afirmou que a cooperação regional se tornou necessária diante do avanço da criminalidade organizada em diversos países da América do Sul.
“Este é um ponto de partida para algo que nos diz respeito a todos. Esses países estão cansados de ver o crime organizado matar nossos jovens, subjugar nossos bairros e corromper instituições”, declarou o presidente chileno.
Segundo os participantes, o acordo busca fortalecer mecanismos de inteligência, cooperação policial, compartilhamento de informações e coordenação diplomática entre os governos da região.
Compromisso de Santiago prevê plano regional de segurança
O novo compromisso regional prevê a construção de um plano de ação conjunto para enfrentar organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e outras atividades ilícitas transnacionais.
As autoridades também discutiram medidas voltadas ao controle migratório, segurança de fronteiras e fortalecimento das políticas públicas de segurança interna.
Chile destaca continuidade da política nacional de segurança pública
O ministro da Segurança do Chile, Martín Arraú, afirmou que o país continuará implementando a atual Política Nacional de Segurança Pública, considerada base estratégica para os próximos anos.
“Essa política foi promulgada pelo presidente Boric, possui duração de seis anos e oferece uma estrutura abrangente para o desenvolvimento de planos e programas futuros”, explicou o ministro durante coletiva de imprensa.
Segundo ele, o governo chileno pretende utilizar essa estrutura para ampliar ações de prevenção, combate ao crime organizado e fortalecimento institucional.
Violência e narcotráfico aumentam pressão sobre governos da região
A reunião ocorre em meio ao crescimento da violência e da atuação de grupos criminosos em diversos países da América Latina.
No Peru, por exemplo, foram registrados 196 homicídios apenas no mês de fevereiro, e a segurança pública já aparece como um dos principais temas do debate político para as próximas eleições presidenciais.
Já o Equador anunciou recentemente operações conjuntas com os Estados Unidos para combater facções criminosas classificadas como organizações terroristas. A Argentina também firmou acordos de cooperação semelhantes com Washington na área de segurança.
O avanço do crime organizado na região tem ampliado a pressão sobre governos sul-americanos para fortalecer políticas de segurança, integração regional e cooperação internacional no combate ao narcotráfico e às redes criminosas transnacionais
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