A ex-deputada venezuelana da oposição Dinorah Figuera, que defende a continuidade da Assembleia Nacional (AN) eleita em 2015, regressou quarta-feira ao país para continuar o diálogo iniciado com o regime chavista com apoio dos Estados Unidos, noticiou a agência EFE.
A opositora chegou ao Aeroporto Internacional General José Antonio Anzoátegui, no leste do país, vinda de Espanha e acompanhada de uma comissão de ex-deputados da AN de 2015, e espera-se que esteja nas próximas horas na capital, Caracas, disse à EFE fonte próxima de Figuera.
Após a sua chegada, Figuera reiterou à imprensa local que a agenda de trabalho dos próximos dias estará focada na resposta às consequências dos sismos de 24 de junho, que deixaram mais de 6.000 mortos, 16.740 feridos e quase 18.000 desalojados.
“Isto vai ter uma agenda prioritária que significará o reconhecimento da zona, o impacto desta tragédia, como as vítimas desta situação serão acompanhadas e o que estamos comprometidos a proporcionar”, afirmou Figuera ao El Diario.
A ex-deputada informou também que a comissão irá abordar questões como a recomposição do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), para o tornar “credível e fiável”, a institucionalização do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) e a “garantia de direitos políticos e civis”.
Figuera disse ainda ao canal de televisão privado Televen que este processo levará tempo e decorrerá “até dezembro de 2026”, quando “todo o produto” da obra será “formalmente apresentado”, e agradeceu ao chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, o apoio na elaboração da agenda de trabalho.
O Departamento de Estado norte-americano confiou a Figuera a tarefa de dialogar com o regime chavista num contexto de transição no país, após a captura do ex-líder Nicolás Maduro em janeiro passado por tropas norte-americanas em Caracas.
Desde então, Delcy Rodríguez exerce o cargo de Presidente interina do país.
Este novo diálogo começou no sábado, com uma chamada telefónica entre Figuera e o presidente do Parlamento e principal negociador do Governo, Jorge Rodríguez, irmão da Presidente interina.
O processo não conta com a participação dos líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González Urrutia (ex-candidato presidencial), que disseram esperar que esta aproximação conduza a eleições presidenciais.
A acompanhar Figuera estão os ex-deputados da oposição Marco Aurelio Quiñones, Ramón López, Jorge Millán, Juan Miguel Matheus e Sergio Vergara, enquanto pelo Governo estão Rodríguez, a ministra da Educação Universitária, Ana María Sanjuán; o primeiro vice-presidente do Parlamento, Pedro Infante; e os deputados América Pérez, Génesis Garvett e Jorge Arreaza.
[A investigação ao espião português suspeito de vender segredos à Rússia é inesperadamente confrontada com uma vida dupla. Tem relações com várias mulheres do leste, é frequentador de bares de alterne e striptease e é ainda presença habitual em reuniões da maçonaria. Ao mesmo tempo, os serviços secretos norte-americanos querem montar uma armadilha à “toupeira” no interior do SIS. Já pode ouvir o segundo episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
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