ONU denuncia ‘investigação travada’ sobre assassinato de presidente do Haiti

Uma missão da Organização das Nações Unidas que visitou o Haiti no final de julho emitiu um informe neste fim de semana denunciando que as investigações sobre o magnicídio do ex-presidente do país, Jovenel Moïse (2017-2021), estão “travadas” e que é “urgente” fornecer ao sistema judiciário local os recursos necessários para avançar no processo.

“O processo parece estar travado há mais de um ano, por diferentes motivo relacionados aos problemas políticos, sociais e econômicos que o país padece internamente, nos tempos atuais”, afirma o relatório da ONU.

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O informe recomenda à comunidade internacional ações para ajudar o governo do Haiti a concluir as investigações e levar os responsáveis ​​pelo assassinato à Justiça.

O presidente Jovenel Moïse foi assassinado em julho de 2021 por uma unidade de comando, enquanto se encontrava em sua residência particular, em Porto Príncipe.

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Dias depois, 20 soldados mercenários foram presos por seu envolvimento no crime, entre os quais 18 eram de nacionalidade colombiana e dois eram norte-americanos de descendência haitiana.

Para além de condenação dos autores, a principal questão a respeito do caso tem a ver com os autores intelectuais do magnicídio, que contrataram os serviços dos mercenários executores.

A ONU também enfatiza que, desde julho de 2021, quando o crime aconteceu, um total de cinco juízes já analisaram o caso, sem praticamente nenhum progresso.

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