Bissau—A Organização Mundial da Saúde (OMS) participou, no dia 5 de agosto, no lançamento oficial do Projeto TEI-PHI na Guiné-Bissau, uma iniciativa financiada pela União Europeia com o objetivo de reforçar a saúde pública nacional. O evento contou com a presença do Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhim Nantote, da Representante da União Europeia na Guiné-Bissau, do Diretor-Geral do Instituto Nacional de Saúde Pública (INASA), de representantes das agências das Nações Unidas e de parceiros técnicos e financeiros.
“É com grande satisfação que a Organização Mundial da Saúde participa hoje no lançamento oficial do Projeto TEI-PHI na Guiné-Bissau”, afirmou o Representante da OMS na Guiné-Bissau durante a cerimónia.
Um marco para o sistema nacional de saúde
Segundo a OMS, o lançamento do projeto representa um importante marco para o reforço da saúde pública no país e reafirma o compromisso conjunto do Governo da Guiné-Bissau, do INASA, da União Europeia, da OMS e dos demais parceiros com a construção de um sistema de saúde mais resiliente, equitativo e preparado para responder aos desafios atuais e futuros.
O TEI-PHI é um projeto regional, financiado pela União Europeia e implementado de forma coordenada nos níveis local, regional e global. Esta abordagem permitirá articular as prioridades identificadas no terreno com os mecanismos regionais e globais de cooperação em saúde pública.
O papel central dos Institutos Nacionais de Saúde Pública
Os Institutos Nacionais de Saúde Pública são instituições governamentais de base científica que lideram e coordenam as principais atividades de saúde pública no âmbito das Funções Essenciais de Saúde Pública. Ao reunir programas e capacidades numa estrutura integrada, estas instituições reforçam a coordenação nacional, produzem evidências para orientar as políticas públicas e constituem um instrumento central para a segurança sanitária.
Entre as suas funções estão a vigilância e monitorização da saúde da população e dos fatores de risco, a preparação e resposta a emergências, a proteção contra ameaças ambientais, ocupacionais, transmissíveis e não transmissíveis, bem como a prevenção de doenças por meio da deteção precoce e da intervenção atempada.
Na Guiné-Bissau, o INASA desempenha um papel central neste trabalho. O Projeto TEI-PHI apoiará o reforço das suas capacidades institucionais, técnicas e operacionais para produzir e analisar dados de qualidade, realizar investigação, apoiar a vigilância, fortalecer a preparação e resposta a emergências e prestar assessoria técnica ao Governo.
O projeto contribuirá igualmente para aproximar decisores, quadros técnicos, instituições académicas, parceiros e organizações da sociedade civil, promovendo a transformação das evidências disponíveis em políticas e ações concretas em benefício da população.
As lições da pandemia reforçam a importância de instituições sólidas
Durante o evento, a OMS destacou que a pandemia de COVID-19 e outros surtos recentes demonstraram que instituições nacionais de saúde pública fortes são essenciais para antecipar riscos, coordenar respostas e proteger as populações.
A Organização reafirmou a sua disponibilidade para continuar a apoiar o Governo da Guiné-Bissau e o INASA na implementação desta agenda.
Reconhecimento dos parceiros envolvidos
A OMS manifestou o seu reconhecimento à União Europeia pelo financiamento da iniciativa, ao Governo da Guiné-Bissau e ao INASA pela liderança do processo, bem como aos demais parceiros pelo apoio técnico e institucional que tornou possível o lançamento do projeto.
O lançamento assinala o início de uma nova fase de implementação, que deverá assentar na apropriação nacional, na cooperação regional e numa coordenação articulada entre os níveis local, regional e global.
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