Pioneiro em gastroplastia endoscópica, o Centro Universitário FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) apresentou a técnica a profissionais de Lima, no Peru. Eduardo Grecco, coordenador do Serviço de Endoscopia da instituição, foi responsável por demonstrar o método, entre os dias 17 e 20. A FMABC realiza a gastroplastia na região desde 2017, o que já beneficiou 2.000 pacientes.
A técnica foi desenvolvida pelo gastrocirurgião e endoscopista Manoel Galvão Neto, com participação de professores da FMABC, e substitui a cirurgia bariátrica para pacientes com índice de obesidade menor. Menos invasivo, o procedimento dispensa cortes por ser feito com equipamento endoscópico, inserido via oral.
“Fizemos o primeiro caso na FMABC e treinamos praticamente todos os médicos no Brasil, que soma 12 mil procedimentos. Conduzimos o treinamento do mundo todo. Na América do Sul, já estivemos na Argentina, Chile, Venezuela, Colômbia e, agora, no Peru. Só falta o Uruguai”, conta Grecco. “Outros países são Estados Unidos, Espanha, Portugal, Alemanha, França, Itália, Kuwait e Emirados Árabes”, acrescenta Grecco.
A gastroplastia endoscópica é indicada para quem precisa perder até 25% de seu peso corporal. O paciente não fica internado e em dois dias pode voltar às suas atividades. A técnica apenas grampeia o estômago e não demanda interligação com o intestino, por isso não é necessária a suplementação vitamínica como no caso da bariátrica.
“Só 12% dos pacientes voltam a ganhar peso (com a gastroplastia). O procedimento é mais eficiente do que o uso de medicação para quem não precisa perder tanto peso. No caso da medicação, há 100% de recidiva (retorno da obesidade) se consumida por curto período de tempo. A bariátrica elimina 40% do peso porque mexe com o intestino e é indicada a quem está com a saúde comprometida. A gastroplastia endoscópica é uma técnica intermediária”, explica Grecco.
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