‘Mounjaro do Paraguai’: os números de um mercado multibilionário (e ilegal) no Brasil | Capital

Canetas apreendidas no Galeão Alexandre Cassiano

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GERADO EM: 22/06/2026 – 20:32

Mercado Ilegal de Canetas emagrecedoras Movimenta Bilhões no Brasil

A importação ilegal de canetas emagrecedoras com tirzepatida, fabricadas no Paraguai, movimentará R$ 6,5 bilhões no Brasil em 2023, segundo o Itaú BBA. Este mercado paralelo, incluindo farmácias de manipulação, é estimado em R$ 18,9 bilhões, superando em 60% as vendas do Mounjaro original. A Anvisa proíbe a venda dessas marcas no Brasil, mas a demanda cresce rapidamente, com o mercado informal projetado para atingir R$ 26,2 bilhões até 2030.

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A importação ilegal de canetas emagrecedoras à base de tirzepatida — princípio ativo do Mounjaro — fabricadas no Paraguai deve movimentar R$ 6,5 bilhões em vendas no Brasil este ano, estima o Itaú BBA com base em informações obtidas junto a companhias do setor farmacêutico.

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Juntamente com os produtos feitos em farmácias de manipulação — segmento sobre o qual a Anvisa tem ampliado a fiscalização para coibir irregularidades —, o “Mounjaro do Paraguai” encabeça um mercado paralelo estimado neste ano em R$ 18,9 bilhões pelo banco. A cifra é 60% maior que as vendas do Mounjaro original no país.

Embora a tirzepatida seja produzida legalmente no Paraguai, a Anvisa proíbe a venda de marcas paraguaias no território nacional. Mesmo assim, o Itaú BBA estima que 3,1 milhões de caixas de produtos paraguaios tenham sido direcionadas ao Brasil nos últimos 12 meses, o equivalente a cerca de 90% da produção total do país vizinho.

Acelerado

O banco também chamou a atenção para a velocidade de crescimento desse mercado ilegal. O relatório estima que, nos últimos 12 meses, o “Mounjaro do Paraguai” movimentou R$ 2,5 bilhões em vendas no Brasil. Ou seja: a demanda deve crescer 160% até o fim do ano.

De acordo com os cálculos do Itaú BBA, o mercado “não monitorado” de canetas emagrecedoras — formado por farmácias de manipulação e produtos contrabandeados — deve crescer 38% até 2030 e alcançar R$ 26,2 bilhões.

O “copo cheio” é que o mercado formal vai crescer mais rapidamente, superando o segmento “cinza” já no ano que vem e chegando a R$ 34,9 bilhões naquele ano, contra R$ 23,5 bilhões previstos para 2026. A entrada de novos medicamentos nacionais similares deve impulsionar essa demanda.

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