Luís Montenegro chegou à capital, São Tomé, na quarta-feira ao início da noite e regressa a Lisboa ainda na tarde de hoje.
Além do primeiro-ministro português, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, estarão na cerimónia de posse de Carlos Vila Nova, os presidentes da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, do Gabão, Brice Cloraire Olingui Nguema, e a primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi.
A sessão solene de posse vai decorrer na Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe e começa com a chegada dos deputados e convidados, prevista para às 08:45 locais (mais uma hora em Lisboa).
De acordo com o protocolo da cerimónia, o ato de posse começa às 10:45 locais e a sessão termina às 13:00, após o discurso do presidente reeleito, Carlos Vila Nova.
O chefe do Governo português, nesta sua primeira deslocação oficial a São Tomé e Príncipe, pretende reafirmar a prioridade diplomática atribuída por Portugal ao relacionamento bilateral com São Tomé e Príncipe.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro vai aproveitar a ocasião para transmitir a vontade “de tirar pleno proveito do potencial de cooperação entre os dois países”.
“Esta deslocação inscreve-se também na prioridade atribuída à CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) e permitirá ainda debater assuntos de interesse comum, nomeadamente a nível regional e internacional, tendo presente o mandato de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança a partir de janeiro de 2027”, acrescenta o gabinete do chefe do Governo.
Em julho do ano passado, nas comemorações dos 50 anos da independência de São Tomé e Príncipe, Portugal fez-se representar pelo então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ana Isabel Xavier, e por deputados dos sete grupos parlamentares na Assembleia da República: PSD, Chega, PS, IL, Livre, PCP e CDS-PP.
“Isto não aconteceu com mais ninguém”, realçou na altura Marcelo Rebelo de Sousa.
Em outubro de 2021, quando Carlos Vila Nova foi empossado chefe de Estado são-tomense pela primeira vez, Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente na cerimónia, juntamente com o ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló – os dois países que se fizeram representar ao mais alto nível nesse ato solene.
Em relação à CPLP, esta deslocação do primeiro-ministro português a São Tomé e Príncipe acontece quando esta comunidade de Estados completa 30 anos e a Guiné-Bissau está suspensa da organização, na sequência do golpe militar de novembro de 2025. A Guiné-Bissau foi substituída por Timor-Leste no exercício da presidência temporária da comunidade.
Mantém-se, desde cimeira de 2025, em Bissau, uma indefinição sobre a atribuição da próxima presidência da organização lusófona.
São membros fundadores da CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe. Timor-Leste aderiu em 2002, enquanto a Guiné Equatorial entrou em 2014, numa adesão polémica, e ainda não exerceu a presidência rotativa da comunidade, o que tem motivado divergências entre os restantes Estados-membros.
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