São Tomé – O MLSTP declarou, esta quarta-feira, o apoio à recandidatura de Carlos Vila Nova às eleições presidenciais de 19 de Julho e anunciou que o candidato e membro do partido Jorge Bom Jesus desistiu da corrida eleitoral, numa decisão que pretende “o fortalecimento da unidade do MLSTP”.
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Em comunicado, o MLSTP escreve que desde a tomada de posse da actual direcção, em Dezembro de 2024, foi assumido um “propósito claro” de “garantir a paz social, a estabilidade, a governabilidade e o progresso de São Tomé e Príncipe”, sendo que esses propósitos “são perfeitamente compatíveis com o papel desempenhado pelo Presidente Carlos Vila Nova”.
O vice-presidente do MLSTP, Conceição Moreno, na leitura do comunicado, disse: “A Comissão Política do MLSTP orienta todas as estruturas do partido, em São Tomé e Príncipe e na diáspora, as suas organizações de massa, bem como os militantes, simpatizantes, amigos do MLSTP e o povo em geral a apoiarem e apostarem massivamente na candidatura do engenheiro Carlos Vila Nova ao cargo de Presidente da República na eleição de 19 de Julho”.
O MLSTP também informou ter recebido uma comunicação do ex-presidente do partido e ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus a anunciar “a desistência da sua candidatura ao cargo de Presidente da República, colocando os superiores interesses da Nação acima de quaisquer interesses pessoais ou circunstâncias”.
Nesse sentido, a Comissão Política louvou o que descreveu como “elevado sentido de responsabilidade, maturidade política e espírito patriótico” de Jorge Bom Jesus, estimando que a sua decisão contribui para o fortalecimento da unidade do MLSTP: “Considerando que a sua decisão constitui um importante contributo para o fortalecimento da unidade do MLSTP e para a preservação de um clima político favorável, a estabilidade e o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, acrescentou Conceição Moreno.
A desistência de Jorge Bom Jesus está a ter diversas interpretações nas hostes políticas e na sociedade são-tomense.
Além do MLSTP, declararam apoio a Carlos Vila Nova, o Movimento Basta, o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), o Partido de Convergência Democrática (PCD) todos na oposição, e o recém-criado partido “Nossa Terra” liderado pelo actual presidente da Assembleia Nacional e deputado dissidente da Acção Democrática Independente (ADI), Abnildo D’Oliveira.
Pelo menos 142.298 eleitores estão inscritos para as eleições presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe.
Assim, na corrida às presidenciais, ficam o líder parlamentar da ADI, Nito D’Abreu, o actual Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, e os juristas Miques João Bonfim e Eugénio Tiny. A candidatura do empresário e político Domingos Monteiro não foi admitida pelo Tribunal Constitucional, mas o seu partido anunciou que vai recorrer da decisão.
Ouça aqui a reportagem de Maximino Carlos.
Correspondência de São Tomé e Príncipe
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