México e Peru retomam relações após três anos de crise diplomática

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O México e o Peru restabeleceram suas relações diplomáticas nesta sexta-feira, 7, rompidas desde novembro de 2025 por decisão de Lima, que havia denunciado ingerência por parte do governo da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, pela concessão de asilo a uma funcionária do ex-mandatário peruano Pedro Castillo, destituído após uma tentativa de autogolpe.

As chancelarias dos dois países informaram a decisão em um comunicado conjunto.

No centro da ruptura estava o asilo político que o México concedeu a Betssy Chávez, ex-chefe de gabinete de Castillo. Hospedada na embaixada mexicana em Lima, ela enfrentava acusações de conspiração por seu suposto papel na tentativa do ex-presidente dissolver o Congresso, em 2022, para permanecer no poder. Posteriormente, o legislativo peruano declarou Sheinbaum persona non grata.

Nesta sexta-feira, Sheinbaum informou em sua coletiva de imprensa diária que Chávez recebeu salvo-conduto do novo governo no Peru, após a posse presidencial de Keiko Fujimori, para viajar ao México — uma condição de seu governo para retomar os vínculos. O Ministério das Relações Exteriores do Peru confirmou o salvo-conduto, mas ressaltou que se reservava o direito de solicitar a eventual extradição dela.

O chanceler peruano, Carlos Espa, disse à emissora de rádio local RPP que a ex-funcionária de Castillo deixou o país rumo ao México quase à meia-noite de quinta-feira 6, apresentando “boa saúde”.

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Deterioração dos laços

A relação entre as duas nações latino-americanas começou a se deteriorar após a queda e prisão de Castillo devido ao autogolpe. A Justiça peruana condenou o ex-presidente, em 2025, a mais de 11 anos de prisão por esses atos. O México, que já havia concedido asilo à esposa e aos filhos do político esquerdista em 2022, considerou a sentença ilegal.

Desde janeiro de 2023, na sequência da disputa sobre o apoio do governo mexicano a Castillo, intalou-se uma crise diplomática entre os dois países, que deixaram de manter embaixadores em suas respectivas capitais.

O comunicado das chancelarias não entra em detalhes e faz apenas referência aos “históricos laços de fraternidade, amizade e cooperação que unem o México e o Peru” para retomar as relações.

Sheinbaum informou que Chávez viajou ao México em um avião militar. Ela qualificou o salvo-conduto como “uma ação de boa vontade” de Keiko no início da Presidência.

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