Médica abandona carreira para limpar banheiros na Austrália, viaja o mundo e revela lições da vida nômade

Lygia de George, 32, seguiu a cartilha perfeita. Saiu de sua casa em Curitiba (PR) para se formar em medicina, sob a influência do pai, também médico, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concluiu o curso, ficou noiva e planejava construir uma carreira e uma vida estável. Mas, dentro dela, um incômodo começou a ganhar forma assim que se formou, em 2020, e não demorou para tomar conta de tudo: ela abandonou a carreira, terminou o relacionamento e viu sua realidade virar de ponta-cabeça.

Em entrevista a Marie Claire, ela conta que nunca se encontrou na medicina ocidental, motivo que a fez voltar para casa. Nesse meio-tempo, além de sofrer um golpe bancário, ela empreendeu no mercado de pet e seguiu atuando como médica ocupacional. Ainda assim, as coisas pareciam não se encaixar, então a jovem também criou uma agência de conteúdo e iniciou uma pós-graduação em Ayurveda.

Perdida e confusa, ela assistiu a um vídeo, nas redes sociais, de uma menina contando de sua experiência ao realizar uma formação de yoga em Bali, na Indonésia, e decidiu que esse seria o seu caminho. “Falei: ‘Tenho 19 centavos na conta, mas vou fazer isso dar certo”, prometeu a si mesma na época, com 29 anos.

Pediu demissão do cargo de médica ocupacional e foi viajar. A princípio, cruzou alguns países da Europa e pegou um voo da Grécia para a Indonésia, onde realizou a formação de yoga e morou por um mês. Na sequência, viajou à Lituânia para participar de um retiro de silêncio em Vipassana, onde ficou sem falar por 10 dias. Retornou ao Brasil, mas sentiu que sua missão ainda estava incompleta.

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