O LinkedIn prepara uma nova rodada de demissões, segundo informações publicadas pela Reuters. De acordo com fontes ouvidas pela agência, a empresa pretende cortar cerca de 5% de sua força de trabalho global.
O setor de tecnologia continua passando por uma profunda reestruturação operacional, impulsionada principalmente pelo avanço da inteligência artificial (IA), pressão por eficiência e revisão de prioridades de investimento.
Controlado pela Microsoft desde 2016, o LinkedIn já havia realizado outras rodadas de demissões nos últimos anos. Agora, a nova onda de cortes reforça uma tendência que vem atingindo praticamente todas as grandes empresas do setor.
A lógica mudou rapidamente dentro das gigantes de tecnologia. Durante o período de expansão acelerada da pandemia, empresas contrataram em ritmo intenso para sustentar crescimento digital, comércio eletrônico, nuvem e colaboração remota. Mas a desaceleração econômica global, somada à corrida bilionária pela IA, alterou completamente a dinâmica.
Hoje, grande parte das empresas passou a revisar estruturas organizacionais, reduzir camadas hierárquicas e buscar operações mais enxutas. Ao mesmo tempo, cresce o uso de automação e IA generativa em áreas antes altamente dependentes de trabalho humano repetitivo.
Aceleração da inovação
No caso do LinkedIn, a pressão também envolve a necessidade de acelerar inovação em produtos baseados em IA. Plataformas de recrutamento, networking profissional e produtividade começam a incorporar agentes inteligentes capazes de automatizar buscas, recomendações, triagem de currículos e até produção de conteúdo.
O mercado de trabalho corporativo também atravessa um período de transformação. Empresas reduzem contratações em algumas áreas enquanto aumentam demanda por profissionais ligados a IA, cibersegurança, engenharia de dados e automação.
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Nos bastidores da indústria, executivos já reconhecem que o impacto da IA sobre a força de trabalho deixou de ser uma discussão teórica. A tecnologia começa a alterar estruturas inteiras de operação, redefinindo funções, produtividade e modelos organizacionais.
Ao mesmo tempo, investidores seguem pressionando empresas de tecnologia por crescimento rentável. Isso significa menos tolerância a estruturas infladas e maior foco em eficiência operacional.
A nova rodada de cortes do LinkedIn acontece em um contexto em que outras gigantes também continuam promovendo ajustes. Nos últimos meses, empresas de software, nuvem, redes sociais e segurança digital anunciaram reduções de equipes enquanto aumentam investimentos em IA.
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