Liberdade para Osvaldo Kaholo e todos os presos políticos em Angola

Em julho de 2025 Angola foi sacudida por uma onde protestos em massa contra o aumento do preço dos combustíveis, que acarretou o aumento geral do custo de vida do povo trabalhador angolano. Essa foi a consequência das medidas de ajustes capitalistas aplicadas pelo governo de João Lourenço e do MPLA (Movimento Popular pela Libertação de Angola) desde os anos 1990 até aos dias atuais a mando do FMI (Fundo Monetário Internacional) e dos interesses imperialistas dos Estados Unidos e outras potências capitalistas.

A resposta do governo do MPLA às fortes manifestações e à greve dos taxistas, ocorrida entre os dias 28 a 31 de julho, foi uma brutal repressão policial que matou mais de 100 pessoas e prendeu mais de 1500 manifestantes em números oficiais, podendo os números reais serem bem maiores.

Entre as pessoas mortas em meio aos protestos estava Ana Mubiala, uma jovem de 33 anos, morta na frente de seus filhos em 29 de julho de 2025. Entre os presos por lutar estava Osvaldo Kaholo, um dos ativistas perseguido no processo conhecido como 15+2 (quinze mais duas), em 2015, quando juntamente com outros ativistas foi acusado de tentativa de golpe de Estado por contestar o governo do então presidente José Eduardo dos Santos do MPLA.

O povo trabalhador de Angola conquistou sua independência expulsando o colonialismo português em 1975, mas há décadas se enfrenta com o regime autoritário, pró-imperialista e neoliberal do MPLA que persegue ativistas como Osvaldo Kaholo, que, nessa semana em 27 de abril de 2026, foi condenado há dois anos de prisão, uma medida completamente absurda e autoritária que precisa ser repudiada internacionalmente.

Manifestamos toda nossa solidariedade aos ativistas angolanos perseguidos pelo governo do MPLA e exigimos a absolvição e libertação imediata de Osvaldo Kaholo e todos os presos políticos. Lutar não é crime!! Mexeu com um, mexeu com todos! Seguiremos juntos nessa luta que é uma só e não tem fronteiras!!


Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.