GWM anuncia 1º carro híbrido plug-in flex do mundo para atender ao Brasil

Brasil participou do desenvolvimento

O desenvolvimento não foi feito apenas na China. De acordo com a GWM, a Bosch Brasil participa do projeto principalmente na parte de engenharia, calibração e adaptação do sistema flex. O investimento total no desenvolvimento da tecnologia flex é de 80 milhões de yuans, cerca de R$ 56 milhões. Desse total, 20 milhões de yuans estão relacionados ao trabalho com a Bosch.

Ricardo Bastos, diretor de Assuntos Governamentais da GWM para a América do Sul, afirmou que o projeto nasceu da necessidade de adaptar a tecnologia da marca à realidade brasileira. Segundo ele, o Brasil tem uma condição única no uso de etanol, mas não é o único país que observa os biocombustíveis como alternativa.

Na China, por exemplo, algumas províncias utilizam gasolina com 10% de etanol. Índia e outros mercados também discutem aumento da mistura de biocombustíveis. Ainda assim, nenhum desses países tem, hoje, uma frota flex tão consolidada quanto a brasileira.

“O Brasil usa o que tem de melhor: eletricidade de fonte limpa e biocombustível para motores a combustão”, afirmou Bastos durante a coletiva. Para ele, a combinação entre eletrificação e etanol faz sentido tanto do ponto de vista ambiental quanto tributário e estratégico.

A decisão de investir no híbrido plug-in flex também tem relação com a política tributária brasileira. No país, veículos capazes de rodar com etanol podem ter enquadramento mais favorável em regras federais, como o IPI Verde/Mover, especialmente quando combinam eletrificação e eficiência energética.


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