Fraudes de energia preocupam no Alto Uruguai: denúncias ajudaram a evitar prejuízos e riscos à população
Ações de combate ao furto de energia realizadas pela CPFL RGE resultaram na regularização de 71 instalações irregulares no Alto Uruguai ao longo do último ano. O trabalho foi impulsionado principalmente pela colaboração da população, que encaminhou cerca de 350 denúncias à concessionária, permitindo inspeções e operações conjuntas com as forças policiais da região.
As irregularidades identificadas representam muito mais do que prejuízos financeiros. Além de causar impacto direto na qualidade do fornecimento de energia, as fraudes colocam vidas em risco, aumentando as chances de acidentes, curtos-circuitos, incêndios e sobrecarga na rede elétrica. Com as ações realizadas, a empresa recuperou mais de 220 MWh de energia desviada — volume suficiente para abastecer, em média, 109 residências durante um ano inteiro.
De acordo com o gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL, Daniel Carvalho, cada denúncia representa um ato de responsabilidade coletiva. “Ao denunciar, o cliente ajuda a tornar o fornecimento de energia mais justo, seguro e eficiente para todos. É uma atitude que protege vidas e fortalece toda a comunidade”, destacou.
Entre os municípios com maior número de fraudes identificadas, Erechim lidera o ranking regional com 26 casos registrados. Na sequência aparecem Barão do Cotegipe, com seis ocorrências, e Getúlio Vargas, com quatro casos. Os números reforçam o alerta para a importância da conscientização e da participação da população no combate às ligações clandestinas e furtos de energia.
Veja as 5 cidades da região com maior número de recuperação:

Popularmente conhecidas como “gatos”, as ligações clandestinas e outros tipos de fraude, como adulteração de medidores, comprometem a segurança do sistema, afetam a qualidade do serviço e colocam em risco a população.
Por serem feitas sem critérios técnicos e fora dos padrões, essas conexões ilegais podem sobrecarregar a rede, causando oscilações ou interrompendo o fornecimento. Há ainda o perigo de curtos-circuitos, incêndios e até choques fatais, afetando não apenas o responsável direto, mas também a comunidade ao redor.
Crimes que encarecem a energia
O combate às irregularidades também visa evitar o repasse de custos ao consumidor, destaca Carvalho. “Parte das perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta para todos”, explica.
No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.
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