Equipamentos MQ-9 Reaper podem atuar em missões de vigilância e ataque em meio à expansão de operações antidrogas na região
Resumo
Os EUA planejam enviar drones MQ-9 Reaper à América do Sul para expandir operações antidrogas e antiterrorismo, com potencial uso no Equador. Capazes de vigilância e ataques de precisão, os aparelhos mobilizam o governo brasileiro, que monitora riscos à soberania e o aumento da presença militar americana próxima às suas fronteiras. Apesar dos receios, Brasília avalia que as ações podem enfraquecer o narcotráfico vizinho ligado a facções nacionais, mas não negocia receber os equipamentos.
Os Estados Unidos planejam enviar drones militares MQ-9 Reaper para a América do Sul como parte da ampliação de operações antidrogas e antiterrorismo na região. A movimentação passou a ser acompanhada com atenção pelo governo brasileiro, que avalia possíveis impactos sobre a soberania e a atuação desses equipamentos perto do território nacional.
Segundo apuração da ‘CNN’, integrantes da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva também demonstram receio de que operações realizadas em países vizinhos avancem para áreas sensíveis ou ampliem a presença militar americana na região.
MQ-9 combina vigilância e ataque
Os equipamentos previstos são do modelo MQ-9 Reaper. Eles podem atuar tanto na coleta de informações quanto em ataques de precisão. Os drones atualmente ligados ao comando americano na África devem seguir para a estrutura militar responsável pela América do Sul.
Ainda não está definido quantos aparelhos serão transferidos. Uma das fontes ouvidas pela ‘CNN’, contudo, indicou que a maior parte dos MQ-9 hoje vinculados ao comando africano pode mudar de destino.
Segundo dados reunidos pelo ‘g1’ a partir de informações da Força Aérea dos EUA, o modelo pode permanecer no ar por cerca de 27 horas. Além disso, deve alcançar aproximadamente 1.850 quilômetros e operar a mais de 15 quilômetros de altitude.
Governo vê possível efeito contra o crime organizado
Apesar das preocupações, integrantes do governo avaliam outro aspecto da movimentação. Caso as operações fiquem restritas ao combate ao narcotráfico, existe a percepção de que ações contra grupos criminosos em países vizinhos podem enfraquecer redes que também mantêm conexões com facções brasileiras.
Até o momento, não houve conversas para que o Brasil receba os MQ-9. Fontes do governo afirmaram à ‘CNN’ que o país tende a priorizar parcerias militares que incluam transferência de tecnologia.
Drones ampliam ações conjuntas na região
O envio ocorre em meio aos planos americanos de expandir operações antidrogas e antiterrorismo com governos sul-americanos. Entre as possibilidades citadas pelas fontes está o uso dos drones em ações no Equador.
Os MQ-9 se somam a outros recursos militares que Washington já deslocou para a região. No ano passado, por exemplo, os EUA enviaram drones do mesmo modelo, caças F-35 e uma aeronave AC-130 para o Caribe durante operações contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.
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