O principal achado do trabalho aponta a disfunção metabólica como o elo biológico central entre o estilo de vida e a saúde do ouvido. Enquanto o tabagismo causa danos por meio de uma combinação de alterações inflamatórias e metabólicas, os benefícios da atividade física e do sono saudável decorrem de melhorias no metabolismo, como melhor sensibilidade à insulina, perfil lipídico equilibrado e menor percentual de gordura corporal. Acredita-se que tais condições preservem a microcirculação coclear e reduzam o estresse oxidativo nas células ciliadas auditivas.
Problemas auditivos em pessoas com deficiência intelectual
Pessoas com deficiência intelectual têm um risco de cinco a dez vezes maior de perda auditiva em comparação com o restante da população. No entanto, é grande a probabilidade de o problema não ser diagnosticado ou tratado da maneira adequada. O estudo HörGeist, realizado na Alemanha, analisou barreiras, custos e a viabilidade de implantação de um programa para mitigar essa distorção. Entre os 1.053 participantes avaliados, 44% apresentavam perda auditiva – sendo que 77% nunca haviam sido diagnosticados por um especialista. Embora 27% do grupo tenham recebido orientações para o uso de equipamento, a adesão foi de apenas 37%, em razão da resistência tanto de cuidadores quanto dos pacientes. Diante desse cenário, os pesquisadores destacam a urgência de conscientizar a sociedade sobre o impacto da surdez não tratada na aceleração do declínio cognitivo.
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