Esta sobremesa pode ajudar a proteger o cérebro e a combater a demência

Falhas na memória ou dificuldade em realizar tarefas básicas à medida que a idade vai passando pode fazer parte normal do processo de envelhecimento, mas nem sempre. 

Em alguns casos é sinal de uma condição mais séria, nomeadamente demência.

“A demência é um declínio na função cerebral que leva à confusão, perda de memória, alterações de humor e, em alguns casos, perda ou declínio das funções corporais”, afirma a nutricionista Laura M. Ali ao EatingWell. 

Embora a genética e a idade desempenhem um papel no risco de demência, existem outros fatores no estilo de vida, como a dieta, sono e exercício físico também estão ligados ao diagnóstico. 

No que a isto diz respeito, o website destaca as propriedades benéficas do chocolate negro. 

Chocolate negro ajuda na função cognitiva: Como?

Rico em antioxidantes

Tal como outras plantas, o cacau contém compostos vegetais chamados flavonóis, que possuem propriedades antioxidantes. 

“Estes flavonóis têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias e são conhecidos por promover o fluxo sanguíneo e manter os vasos sanguíneos saudáveis”, afirma a nutricionista Ghida Arnaout. 

Os flavonóis do cacau podem ser benéficos para o cérebro, uma vez que ajudam a proteger contra a perda de neurónios e outras formas de inflamação cerebral. “Protegem as células contra danos oxidativos e reduzem a inflamação em todo o corpo e cérebro”, afirma a dietista Anne Danahy.

Pode auxiliar na função dos vasos sanguíneos

“Um dos principais benefícios dos flavonóis do cacau é a proteção dos vasos sanguíneos, permitindo que relaxem e se dilatem mais facilmente à medida que o sangue flui”, afirma Danahy.

“Com vasos sanguíneos mais saudáveis, o fluxo sanguíneo para o cérebro melhora, permitindo que mais oxigénio e nutrientes cheguem às células cerebrais, além de facilitar a remoção de resíduos. Isto é importante para reduzir o risco de demência, pois a restrição de sangue e oxigénio pode danificar células ou partes do cérebro, desencadeando declínio cognitivo ou demência vascular”.

Pode reduzir o risco de resistência à insulina

Alguns estudos demonstraram um efeito protetor contra a resistência à insulina com uma dieta rica em flavonóis. Quando os níveis de insulina estão muito altos, o fluxo sanguíneo pode ficar restrito, o que afeta a função cerebral. 

Embora pesquisas tenham encontrado uma associação entre resistência à insulina e saúde cognitiva, o mecanismo pelo qual a resistência à insulina afeta a função cognitiva e a demência ainda continua a ser estudado.

Um novo estudo da Universidade Drexel, na Filadélfia, nos Estados Unidos, revela que pode existir um sinal forte de demência que pode aparecer antes da perda de memória. Este é um dos sintomas mais comuns, mas pode existir outro que pode estar relacionado com o problema. Saiba tudo.

Adriano Guerreiro | 07:52 – 07/09/2026

Crédito: Link de origem

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