Esgrima Histórica Europeia: Cresce na América do Sul

ESPORTES

Artes Marciais Históricas Europeias (Hema) combinam pesquisa histórica e prática física, recriando combates medievais com segurança e equipamentos modernos. A modalidade cresce no Brasil e Argentina.


Redação

07 de maio de 2026

2 min de leitura

As Artes Marciais Históricas Europeias (Hema), que recriam sistemas de combate da Idade Média e Renascença, conquistam praticantes no Brasil e na Argentina. O esporte, que utiliza espadas e outras armas baseadas em manuscritos antigos, combina pesquisa histórica com exigência física. A prática é realizada com equipamentos de proteção modernos para garantir a segurança.

O Hema se diferencia de outras artes marciais por ser um sistema reconstruído a partir de tratados de mestres de armas. A interpretação desses textos históricos é um dos principais desafios para os adeptos. Eventos como o Torneio Nacional de Esgrima Histórica em São Paulo e aulões no Rio de Janeiro mostram o crescimento da modalidade.

Manuscritos como o ‘Zettel’ do alemão Johannes Liechtenauer e os tratados do italiano Fiore dei Liberi são a base do treinamento. Marcos Rodríguez Peluso, instrutor argentino, explica que a esgrima era parte integrante da cultura europeia e que os praticantes de Hema estudam, traduzem e recriam essas técnicas em um ambiente seguro.

O ressurgimento global do Hema se intensificou nos anos 2000 com a internet, facilitando o acesso a manuais digitalizados. Plataformas como a Wiktenauer são centrais para a disseminação do conhecimento.

A espada longa é a arma mais emblemática, mas o repertório inclui sabres e a combinação de espada e broquel. As espadas de treino pesam em média 1,3 a 1,8 quilos e são usadas versões sem fio em treinamento.

Na Argentina e no Brasil, o Hema se consolidou no final da década de 2010. Grupos como Cruz del Sur na Argentina e a Associação Brasileira de Esgrima Histórica (Abeh) impulsionam a prática. Após a pandemia, novos clubes surgiram, impulsionando a atividade.

O treinamento envolve aquecimento, estudo das fontes históricas e validação das técnicas em combate controlado. O princípio da honestidade técnica garante que as manobras sejam eficazes sem a cooperação do oponente. O uso de equipamentos de proteção como máscaras, jaquetas e luvas permite o contato total e seguro.

Além dos benefícios físicos, como melhora na coordenação e reflexos, e mentais, como pensamento estratégico, o Hema promove um forte senso de comunidade. A camaradagem entre os praticantes se estende para além dos treinos, que podem ser iniciados sem experiência prévia e com equipamentos adquiridos gradualmente.

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