Nesta terça (18), o atleta da seleção brasileira de vôlei Douglas Souza manifestou apoio à jogadora Tiffany Abreu, após a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) de banir atletas transexuais do vôlei feminino.
Assumidamente LGBTQIA+, Douglas reforçou a mensagem de carinho para a amiga e colega de esporte em uma carta aberta divulgada pelas mídias sociais.
No texto, Douglas Souza compartilha sua dor com a de Tiffany, mencionando ataques de homofobia e intolerância. Ele destaca a importância da existência e resistência de pessoas LGBTQIA+ no esporte e na sociedade, elogiando a carreira e o impacto da jogadora.
A atitude segue as manifestações de outras estrelas do vôlei, como Gabi e Sheilla, que também criticaram a medida da CBV. Tiffany, que atua no Osasco, pode ser diretamente afetada pelo veto, que alinha o vôlei brasileiro à política aderida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
Confira a carta na íntegra de Douglas Souza
“Tifanny, minha amiga querida, que eu amo tanto, sinto muito por você estar passando por tudo isso.
O mundo anda cruel com a gente. E é difícil falar sobre a dor do outro quando a gente também está ferido.
Nos últimos tempos, tenho sentido de perto o peso dos ataques, da homofobia, da intolerância e de pessoas que parecem determinadas a questionar o nosso direito de simplesmente existir e ocupar os espaços que conquistamos.
Tentam nos diminuir. Tentam nos silenciar. Tentam fazer parecer que não pertencemos.
E dói.
Por isso, hoje eu quero falar principalmente com você, Tifanny: você não está sozinha.
Nada apaga a carreira linda que você construiu. Nada apaga tudo o que você representa, as pessoas que inspirou e o amor e a luz que levou por onde passou.
Existem muitas pessoas que te amam, te admiram e torcem por você. Eu sou uma delas.
Não permita que esse momento faça você acreditar que o esporte não precisa mais de você. Precisa, sim.
Talvez tentem tirar você de uma quadra, mas ninguém consegue apagar a sua história, a sua voz e tudo o que você abriu de caminho para quem veio depois.
Sua voz importa.
Sua história importa.
Você importa.
E enquanto tentarem nos excluir, a gente vai continuar fazendo aquilo que sempre fizemos: existir, resistir e ocupar.
Te amo, minha amiga. Estou com você.”
Entenda a decisão da CBV e do COI
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou na última sexta-feira (14) a adesão à política do Comitê Olímpico Internacional (COI). Essa medida restringe a elegibilidade na categoria feminina exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino.
A nova regra exige que as jogadoras apresentem um teste genético com resultado negativo para o gene SRY. Este gene é associado diretamente ao desenvolvimento masculino, e sua ausência é crucial para as diretrizes estabelecidas.
Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.
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