Um consumidor avisado nas coisas da fruta consegue sem dificuldade distinguir uma manga de um mamão ou um abacaxi de uma lima. Mas terá de ser um conhecedor empedernido do labirinto das frutas tropicais para separar a jabuticaba da pupunha, a pitomba da caguita, o jenipapo da guariroba, ou o bacuri do butiá. E precisará de uma vida inteira, e de uma especial capacidade de memória, para ser capaz de nomear cada uma das mais de três mil frutas nativas do Brasil. É todo esse mundo localizado nos diferentes biomas do país, tantas vezes apenas conhecido pelos habitantes da proximidade, que o Brasil quer explorar com efeitos comerciais. Como disse o Presidente brasileiro, Lula da Silva, numa feira de produtos regionais nos subúrbios de Brasília, “o Sergipe [um estado do Nordeste] não conhece a fruta da Bahia”, e é “preciso mostrar ao Brasil o que somos capazes de produzir”. Ao Brasil e ao resto do mundo.
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