Num comunicado divulgado esta quarta-feira (15.07), a CPLP condena “a medida de coação decretada pelo Tribunal Militar Superior” da Guiné-Bissau, “que resultou na prisão preventiva” do presidente da Assembleia Nacional Popular e líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), na passada sexta-feira (10.07).
A CPLP apela “à libertação imediata e incondicional de Domingos Simões Pereira” e também recomenda “a retoma urgente da ordem constitucional, condição indispensável para a plena reposição da paz e a estabilidade no país.”
No mesmo documento, a CPLP “reafirma o seu firme compromisso na defesa dos princípios e valores basilares do Estado de Direito Democrático consagrados nos seus atos fundacionais, que caracterizam a Comunidade.”
A CPLP declara ainda a sua “inabalável solidariedade com o povo guineense na legítima aspiração à liberdade, paz, estabilidade, democracia e desenvolvimento nacional” e “reitera a sua determinação em “honrar a fé e esperança que esse povo irmão continua a depositar” na comunidade.
Regresso à prisão
Depois de ter estado em prisão domiciliária, Domingos Simões Pereira voltou a ser conduzido, na passada sexta-feira (10.07), às celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública, em Bissau,
O líder do PAIGC foi detido inicialmente na sequência do golpe militar de 26 de novembro de 2025 e passou dois meses na cadeia, regressando depois a casa com termo de identidade e residência.
Em junho deste ano, Simões Pereira foi considerado suspeito de participação numa alegada tentativa de golpe de Estado na Guiné-Bissau. A equipa de advogados que acompanha o dirigente diz que se trata de um caso de perseguição política.
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