Embora fatores genéticos possam influenciar algumas das doenças cardíacas mais comuns, grande parte dos problemas cardiovasculares está associada aos hábitos e ao estilo de vida.
Segundo o cardiologista Roberto Yano, dormir poucas horas, consumir muitos alimentos ultraprocessados, manter uma rotina sedentária, conviver com estresse crônico e fumar estão entre os comportamentos que podem aumentar o risco de complicações cardiovasculares ao longo do tempo.
Esses fatores muitas vezes estão associados e, segundo o médico, podem aumentar o risco de desenvolver condições que poderiam ser evitadas, como hipertensão, colesterol elevado e diabetes. Quando não controlados, esses problemas podem comprometer a saúde cardiovascular e favorecer complicações graves ao longo do tempo.
“O coração sofre diretamente com esses hábitos. O aumento dos níveis de estresse, sedentarismo e dieta desbalanceada cria no organismo um ambiente propício para o desenvolvimento de infarto, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares”, explica o medico.
Estresse crônico pode sobrecarregar o coração
Em uma avaliação ainda mais preocupante, o cardiologista ressalta que algumas doenças cardiovasculares podem evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas evidentes nos estágios iniciais. Essa característica pode dificultar o diagnóstico precoce e contribuir para o agravamento dos quadros e para o aumento do risco de complicações graves.
Quer mais notícias sobre Saúde? Acesse nosso canal no WhatsApp
“Hipertensão, colesterol ato e até a obstrução nas artérias podem permanecer sem sintomas por anos, sendo descobertos apenas após eventos graves como infartos e acidentes vasculares cerebrais”, destaca
Como iniciar hábitos de prevenção
De acordo com o médico, não é preciso adotar mudanças radicais na rotina para cuidar da saúde do coração. A incorporação de hábitos mais saudáveis pode acontecer de maneira gradual, com pequenas mudanças no dia a dia que, ao longo do tempo, contribuem para a proteção cardiovascular.
“O coração trabalha continuamente durante toda a nossa vida. Cuidar dele significa investir em qualidade de vida, longevidade e bem-estar. Pequenas escolhas feitas todos os dias têm um impacto enorme na saúde cardiovascular ao longo dos anos”, diz o médico.
Os exames de rotina também devem fazer parte das medicas preventivas. Quanto a periodicidade, ele explica que não existe uma regra única.
“Para quem não tem fator de risco, uma avaliação cardiológica anual já costuma ser suficiente. Mas quem tem hipertensão, diabetes, colesterol alto, histórico familiar ou já teve algum evento cardíaco precisa de acompanhamento mais frequente, às vezes a cada três ou seis meses. O ideal é o cardiologista definir esse intervalo de forma individual, olhando o risco de cada paciente”, conclui.
Crédito: Link de origem