Como Lucas Pinheiro Braathen fez uma pré-temporada de esqui alpino na América do Sul

O que uma cidade conhecida por praias, calor e Carnaval poderia oferecer a um esquiador de alto nível? Para Lucas Pinheiro Braathen, bastante. 

Morando no Rio, o campeão Olímpico do slalom gigante frequenta assiduamente a academia, mas também se adapatou ao estilo de vida carioca de atividades ao ar livre.

“As pessoas me encontram na rua e perguntam como eu consigo morar no Rio sendo um esquiador”, comentou Lucas em conversa com jornalistas em São Paulo.

“O Rio é um lugar que oferece muitas coisas. Eu pedalo, corro, surfo, ando de patins, danço. Busco crescimento em vários lugares fora da pista”, explicou Lucas, que também usou as instalações do Comitê Olímpico do Brasil, na Barra da Tijuca, para seus treinos físicos.

“Eu sempre falei que o esqui alpino é um esporte simples, mas os elementos da performance são complexos e há muitas variações. Eu gosto de fazer muitas atividades e esportes diferentes para crescer como esquiador e como pessoa.”

A oportunidade de estar no Rio também aproxima Lucas das suas memórias de criança e o momento que despertou sua paixão pelo esporte.

“Na minha infância, eu não esquiava, eu jogava futebol. Eu também gostava muito de dança e música, então sempre busquei inspiração em várias atividades, na criatividade, na moda, na arte.”

Todas essas áreas formaram um Lucas que entende o esqui como uma forma de expressão pessoal, mais do que um veículo para acumular troféus.

“Esquiar é a mesma coisa que dançar. É uma interação com a natureza, encarar o risco e achar equilíbrio e paz nos seus limites. Isso que eu busco todos os dias, é uma sensação inexplicável. É um estado puro, sem vergonha, sem preocupação e com liberdade”, declarou.

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