A Venezuela está avaliando deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), segundo pessoas familiarizadas com o assunto, o que representaria um novo golpe para o cartel petrolífero que o país ajudou a criar há mais de seis décadas.
A possibilidade de saída tem sido discutida em conversas com autoridades dos Estados Unidos, e nenhuma decisão final foi tomada, disseram algumas das pessoas, que pediram anonimato. Um porta-voz da Casa Branca não comentou imediatamente, e o Ministério da Informação da Venezuela não respondeu aos pedidos de comentário.
A medida ilustraria o amplo realinhamento político em Caracas desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, destituiu o líder venezuelano Nicolás Maduro e assumiu o controle das vendas de petróleo do país. Há apenas quatro meses, os Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixariam a Opep, ameaçando a unidade do grupo e sua influência sobre os preços do petróleo.
Separadamente, os Estados Unidos estão negociando um acordo para adquirir uma grande participação em campos petrolíferos venezuelanos, segundo informações publicadas anteriormente pela Bloomberg e pelo Axios.
Antes um membro de destaque da Opep, a Venezuela perdeu importância nos últimos anos em consequência das sanções impostas pelos EUA e das crises econômicas internas que devastaram sua indústria petrolífera. O país produziu 1,16 milhão de barris por dia em julho, segundo uma pesquisa da Bloomberg — menos da metade do volume produzido uma década atrás. A produção, no entanto, aumentou neste ano.
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