Colômbia, China e Angola lideraram pedidos de asilo em Portugal em 2025

Portugal registou 1.763 novos pedidos de asilo em 2025, menos 37% do que no ano anterior, segundo o relatório anual da Agência da União Europeia para o Asilo (EUAA). Apesar da redução nas novas solicitações, o número de processos pendentes quase duplicou.

A Colômbia foi o principal país de origem dos requerentes de proteção internacional em Portugal durante 2025, representando 14% do total de novos pedidos de asilo. Seguiram-se a China, com 10%, e Angola, com 9%, de acordo com os dados divulgados pela Agência da União Europeia para o Asilo (EUAA).

No total, foram apresentados 1.763 novos pedidos de proteção internacional, um número inferior aos 2.797 registados em 2024, correspondendo a uma diminuição de 37%.

Apesar da redução nas novas solicitações, o relatório evidencia um agravamento da pendência dos processos. No final de 2025, permaneciam por decidir 8.730 pedidos de asilo, um aumento de 94% face aos 4.510 processos pendentes contabilizados no final do ano anterior.

Segundo a EUAA, Portugal continuou a representar uma pequena fração dos pedidos de proteção internacional apresentados na União Europeia e nos países associados ao espaço Schengen, concentrando cerca de 0,2% do total de requerimentos.

Os pedidos de asilo correspondem a solicitações de proteção internacional apresentadas por pessoas que alegam perseguição, conflitos armados ou outras situações de risco grave nos seus países de origem. Estes dados dizem respeito exclusivamente aos processos de asilo e não devem ser confundidos com os fluxos de imigração regular, que incluem entradas para trabalho, estudo, reagrupamento familiar ou outros motivos.

O relatório da EUAA indica ainda que, durante 2025, Portugal concedeu mais estatutos de proteção internacional do que no ano anterior, ao mesmo tempo que se registou uma redução no número de decisões negativas em primeira instância.

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