Brasileiro é extraditado pela Argentina e entregue ao Paraguai na fronteira – Rádio Cultura Foz – AM 820
A Justiça argentina realizou a extradição do brasileiro Carlos Roberto Valiati na manhã desta terça-feira (21), às 11h, com a entrega oficial do investigado às autoridades paraguaias na aduana de Ciudad del Este.
A operação contou com esquema de segurança reforçado, incluindo apoio à equipe da Interpol no ponto de passagem fluvial (balsa) localizado na região de fronteira entre Presidente Franco e Puerto Iguazú. A ação esteve sob responsabilidade do comissário Rubén Denis, em cumprimento à nota de serviço nº 1475/2026.
Valiati havia sido preso no final do ano passado na cidade argentina de Puerto Iguazú, após ser identificado por meio de uma Notificação Vermelha da Interpol. Ele foi abordado por agentes da Gendarmería Nacional Argentina enquanto se deslocava para uma pescaria e permaneceu sob custódia no país vizinho até a conclusão do processo de extradição.
O brasileiro é investigado pelos crimes de apropriação e lesão de confiança em um caso que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo uma empresa do setor de equipamentos agrícolas sediada em Ciudad del Este.
Segundo o Ministério Público do Paraguai, o esquema envolvia a utilização de documentos falsos, como notas promissórias duplicadas, para obtenção de empréstimos junto a instituições bancárias, o que teria causado prejuízos milionários.
Em uma das ações judiciais, iniciada em 2016, a empresa busca a devolução de cerca de 7 milhões de dólares. As investigações, no entanto, apontam que o valor total do prejuízo pode ser ainda maior.
As apurações indicam ainda que o investigado realizava transferências diretas para contas pessoais sem registro contábil, além de receber valores mensais que chegariam a aproximadamente 40 mil dólares, quantia superior à remuneração formal do cargo que ocupava.
De acordo com a acusação, Carlos Valiati era sócio, gerente-geral e administrador da empresa, posição que teria facilitado a execução das irregularidades.
Após renunciar ao cargo em junho de 2016, ele deixou o Paraguai levando um veículo da empresa e passou a ser considerado foragido da Justiça, situação que perdurou até sua localização e prisão na região de fronteira.
A defesa do investigado sustenta que ele não foi formalmente citado no processo e aponta possíveis violações de garantias legais e de tratados internacionais.
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