Bolsas europeias fecham em queda com recuo de techs e expectativa pelo Fed

As bolsas europeias fecharam a sessão desta quarta-feira (29/7) majoritariamente em queda, pressionadas pelo setor de tecnologia e pela cautela antes da decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), prevista para logo após o encerramento dos mercados do continente.

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O índice Stoxx 50, que reúne as maiores empresas da zona do euro, recuou 0,67%. O Stoxx 600, referência mais ampla do mercado europeu, caiu 0,36%. Entre as praças individuais, Paris teve a maior perda, com queda de 0,60%. Frankfurt recuou 0,15%. Só Londres ficou no campo positivo, com alta de 0,32%.

Tecnologia no centro das perdas

As ações de tecnologia lideraram as quedas na sessão. A ASM International, fabricante de equipamentos para semicondutores, foi um dos destaques negativos ao recuar 4,76%.

O pano de fundo veio da SK Hynix, fabricante sul-coreana de chips. A empresa divulgou resultados trimestrais que não atenderam às expectativas do mercado. O desempenho abaixo do esperado elevou, de forma implícita, preocupações sobre o ritmo dos gastos com inteligência artificial, um tema que tem movido boa parte das apostas no setor de tecnologia global.

Além dos resultados da SK Hynix, as tensões contínuas no Oriente Médio também pesaram no sentimento dos investidores ao longo do dia.

Energia e balanços positivos

Enquanto a tecnologia recuava, o setor de energia foi na direção contrária. Os preços do petróleo se recuperaram durante a sessão, o que beneficiou as petroleiras. A BP subiu 3,39% e a Shell avançou 2,58%.

A temporada de balanços corporativos impulsionou ações de empresas específicas. O grupo francês de luxo Kering registrou alta de 16,91%, movimento provocado pelo desempenho das vendas da Gucci acima do esperado pelo mercado.

Já a mineradora Glencore valorizou 2,80% graças a números de produção de cobre superiores às projeções. No setor financeiro, UBS e Deutsche Bank também reagiram positivamente aos seus respectivos resultados, considerados sólidos pelos investidores, com ganhos de 0,90% e 1,44%, respectivamente.

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