Batalha do Tuiuti marca o confronto mais violento da Guerra do Paraguai

Há 160 anos

Por muitas décadas, o 24 de maio foi celebrado no Brasil. A data remonta a Batalha de Tuiuti ou Primeira Batalha de Tuiuti, considerada a mais sangrenta ocorrida durante a Guerra do Paraguai e de todo o continente sul-americano. O confronto ocorreu em uma região pantanosa, arenosa e de difícil locomoção chamada Tuyutí, no sudoeste do Paraguai.

A data também assinala o Dia da Arma de Infantaria no Brasil, coincidindo com o aniversário do militar cearense Antônio Sampaio, nascido em 1810. O general foi morto em 1866, durante a Guerra do Paraguai, pouco depois da Batalha de Tuiuti.

General Osório foi o maior estrategista da batalha (Foto: Reprodução)

Muitos militares brasileiros destacaram-se na Batalha de Tuiuti, dentre eles o general Manuel Luís Osório, comandante das forças brasileiras, que foi feito barão na sequência do embate e, ao final da guerra, agraciado por Dom Pedro II com o Marquesado do Herval graças aos seus feitos na campanha. Também, a partir da década de 1940, foram escolhidos como patronos das armas do Exército chefes militares que atuaram na Batalha de Tuiuti. Osório, figura decisiva para rechaçar o ataque paraguaio,tornou-se o patrono da cavalaria. Além dele, Antônio de Sampaio foi feito o patrono da infantaria, Emílio Mallet da artilharia, e Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, foi elevado patrono do Exército. Caxias e Osório receberam diversas homenagens, entre elas estátuas na cidade do Rio de Janeiro, em 1894.

Estratégia vitoriosa

Na batalha do Tuiuti, o general Manuel Luís Osório assumiu o posto de comandante-em-chefe e reorganizou as fileiras em fuga, conduzindo os soldados à vitória. Ainda enviou tropas a pontos que estavam quebrando e sacrificou outros para impedir que os paraguaios cercassem o acampamento. Registrou na Ordem do Dia nº 56: “A glória é a mais preciosa recompensa dos bravos”.

No período em que o General Osório comandou as tropas que invadiram o sul do Paraguai em 16 de abril de 1866, foi responsável pela estratégia que permitiu a vitória das tropas brasileiras na Batalha de Tuiuti.

Nascido em Conceição do Arroio

Foi em Conceição do Arroio que nasceu Osório, em 10 de maio de 1808, onde hoje situa-se a cidade de Osório. No período anterior à Guerra do Paraguai, sua família morou em diferentes municípios da fronteira, para onde era destacado.

O historiador pelotense Mario Osório Magalhães, trineto do general, concluiu que foi entre o final de 1860 e o início de 1861 que a mulher e os filhos do militar passaram a morar definitivamente em Pelotas. A causa imediata foi a necessidade de oferecer educação formal aos filhos Fernando, Adolfo, Francisco e Manuela.

Nos intervalos das campanhas militares, Osorio voltava para sua casa (em frente à praça Coronel Pedro Osório), um palacete, que ficava ao lado do Grande Hotel. Porém, apenas a fachada do prédio histórico foi preservada.

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; wikipedia

Há 50 anos

Secretaria promete efetivar ocupação do Distrito Industrial de Pelotas

O Gabinete de Pesquisa e Orientação Econômica, da Secretaria Municipal de Planejamento, a prefeitura de Pelotas, na administração de Ary Alcântara (1973-1977), prometia efetivar a ocupação do Distrito Industrial de Pelotas, ao longo de três etapas. A primeira era territorial e estava assinalada com a presença de algumas empresas que haviam se instalado no território de 161 hectares.

Indústrias conserveiras também ocuparam o espaço (Foto: Reprodução)

Foi durante a administração municipal de Francisco Lousada Alves da Fonseca (1969-1973), que o Distrito Industrial deixou de ser aspiração para se converter em realidade. Na época foi convencionado que o território ficaria a sete quilômetros do centro urbano, mais exatamente, no entroncamento das rodovias BR- 116, BR-392 e BR-471, e à margem direita da Barragem Santa Bárbara.

Na totalidade, os seus limites abrangiam, em 1976, quase de 600 hectares, em terreno plano e elevado. A localização do complexo obedeceu a um planejamento, que tentava afastar do centro urbano, a movimentação industrial. Por exemplo, na época a predominância dos ventos para as direções nordeste e sudoeste, diminuía a possibilidade de que a possível poluição ocasionada pelos processamentos industriais fosse percebida na zona urbana.

Infraestrutura

Na época, o Distrito Industrial recebeu infraestrutra básica com abertura de ruas, energia elétrica, água e telefonia. Em 1976, no local funcionam as indústrias: Masul, Irgovel, Interfrio; Cicasul, J.Alves Verissimo, Silos Ideal, Conservas L. Costa, Arcifel e Carrocerias Rodosul. Estavam em processo de compra de terrenos ou de instalação empresas como: Leal Santos, Indumec, H.P.Metalúrgica, Esquadrias Maison e Conservas RRR entre outras.

Fonte: Acervo BPP

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