Ataque de gangue em cidade próxima à capital do Haiti deixa 30 mortos | Mundo

Pelo menos 30 pessoas morreram em um ataque de uma gangue no bairro de Kenscoff, perto da capital haitiana, Porto Príncipe, afirmou nesta segunda-feira à Reuters o prefeito de Kenscoff, Jean Massillon.

Kenscoff é uma cidade situada nas montanhas com vista para Porto Príncipe e tem sido alvo frequente de ataques de gangues nos últimos dois anos. Grupos de direitos humanos relataram assassinatos em massa, estupros, incêndios criminosos e sequestros, que obrigaram milhares de pessoas a deixar suas casas.

O grupo haitiano de direitos humanos Rnddh estimou que entre 30 e 40 pessoas morreram e entre 15 e 20 ficaram feridas no ataque ocorrido durante a noite, que começou por volta das 22h30 no horário local (23h30 no horário de Brasília). A organização alertou, porém, que ainda era difícil determinar o número total de vítimas.

O gabinete do primeiro-ministro do Haiti, Alix Didier Fils-Aimé, condenou nesta segunda-feira à tarde o “ataque hediondo” e afirmou que todas as forças de segurança estavam em alerta máximo e que reforços estavam sendo enviados à região.

“Kenscoff não será abandonada”, afirmou em comunicado. “A autoridade do governo será restabelecida, sem fraqueza e sem demora, em toda Kenscoff.”

A Polícia Nacional do Haiti não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A comunidade ocupa uma posição estratégica, com acesso a rotas que levam a Pétion-Ville — onde ficam várias embaixadas, hotéis de luxo e a sede temporária do governo —, além de vias que ligam a capital ao sul do país.

A imprensa local informou que várias casas foram incendiadas, incluindo a residência de Jean William Pape, um dos principais especialistas em saúde pública do Haiti.

O ataque ocorreu enquanto a Força de Repressão às Gangues, apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e encarregada de auxiliar a polícia no combate às gangues e substituir uma missão anterior que sofria com falta de recursos e pouca eficácia, planeja atingir sua capacidade plena, de mais de 5.500 integrantes, até a primavera deste ano.

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