Os angolanos estiveram entre os maiores compradores de casas em Portugal no ano passado, ficando na segunda posição no grupo de estrangeiros que mais imóveis compraram naquele País, assumindo 2,8%, das transacções de habitação por famílias realizadas por compradores estrangeiros, num ranking liderado pelo Brasil.
A compra de casas em Portugal por angolanos tem aumentado nos últimos anos e, em 2025, cresceu 2,2%, elevando para 4.145 imóveis, com recurso a financiamento e fundos próprios. Os angolanos pagaram, em média, 244 mil euros por transacção.
A opção por compra de casas em Portugal é justificada pela procura de estabilidade, segurança, saúde e, sobretudo, melhor educação para os seus filhos. Sem esquecer a facilidade e custo do financiamento que contempla taxas de juro bastante abaixo daquelas que são praticadas em Angola, variando actualmente entre os 3,0% e os 3,5%. Em Angola, o melhor que se consegue é por via do Aviso 9, que impõe como tecto 7%.
Ainda assim, nem sempre as altas taxas de juro são o maior impeditivo ao crédito à habitação em Angola, já que os bancos são altamente conservadores em relação a este tipo de créditos.
De acordo com dados do Banco de Portugal divulgados no Relatório de Estabilidade Financeira, os estrangeiros representaram 28% das compras de casas naquele país europeu no ano passado, e os principais países de origem desses compradores estrangeiros (residentes e não residentes em Portugal) foram Brasil, Angola e França. Do universo de compradores estrangeiros de habitação, os brasileiros foram responsáveis por 9.808 transacções, um crescimento de 27,5% face a 2024, ocupando assim a primeira posição entres os estrangeiros que mais habitações adquiriram.
À semelhança do que aconteceu com a compra de casas, também no crédito à habitação entre os estrangeiros em Portugal, os angolanos ficaram na segunda posição, com 6% do crédito à habitação concedido por bancos portugueses no ano passado. Os brasileiros foram responsáveis por 44% do…
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