Angola vai disponibilizar 37 novos blocos onshore para atrair investimento no petróleo

Angola vai disponibilizar, em breve, 37 novos blocos onshore para investimento, além de outras áreas localizadas em águas profundas e ultraprofundas, anunciou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, durante a conferência Angola Oil & Gas 2026, que decorre desde Quarta-feira, 9, em Luanda.

A nova oferta de áreas de exploração surge num momento em que o Governo reafirma a importância estratégica do petróleo para a economia angolana, apesar do avanço da transição energética e das perspectivas de redução gradual da dependência mundial dos combustíveis fósseis.

Para Diamantino Azevedo, o crude continuará a desempenhar um papel central no desenvolvimento do país durante muitos anos e em diferentes dimensões da economia.

“Vamos mostrar para a juventude angolana o verdadeiro impacto que o petróleo tem para o nosso país e o nosso povo. Estamos num momento da transição energética, alguns já tinham dado o petróleo como morto, mas o petróleo está aí. Nós vamos primeiro e ele continuará aqui”, afirmou o governante.

Azevedo defendeu que Angola continuará a explorar os seus recursos petrolíferos, mas assegurou que essa actividade deverá ser desenvolvida com respeito pelo ambiente, numa altura em que o sector enfrenta o desafio de conciliar segurança energética, investimento e sustentabilidade.

O ministro destacou igualmente alguns dos projectos estruturantes em curso no sector, com destaque para a Refinaria do Lobito e a futura unidade petroquímica, iniciativas que se enquadram na estratégia de reforço da capacidade nacional de transformação de hidrocarbonetos e de redução da dependência de produtos refinados importados.

No domínio do gás, o governante apontou perspectivas positivas para o Bloco 20, onde está previsto o início da produção em 2028. A entrada em produção desta área poderá reforçar o papel do gás na matriz energética nacional e ampliar as oportunidades de desenvolvimento de uma cadeia de valor associada aos hidrocarbonetos.

Na sua intervenção, Diamantino Azevedo recordou ainda a entrada em funcionamento, no ano passado, do projecto que designou como “adobo”, referindo a modernização da plataforma num contexto internacional marcado por preocupações crescentes com a insuficiência energética.

O Governo pretende, assim, prolongar o aproveitamento dos recursos petrolíferos angolanos ao mesmo tempo que procura aumentar a capacidade de transformação interna e diversificar a base energética do país.


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