Angola defendeu esta segunda-feira, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, que a criação de emprego é um instrumento fundamental para consolidar a paz — e não apenas uma prioridade económica.
“O trabalho digno promove a inclusão, a dignidade e as oportunidades, especialmente para os jovens, permitindo-lhes contribuir ativamente para as suas comunidades”, afirmou o embaixador Francisco José da Cruz, representante permanente de Angola junto da ONU, numa reunião conjunta do Conselho Económico e Social (ECOSOC) e da Comissão para a Consolidação da Paz.
Cruz falou a partir da experiência concreta do país: Angola emergiu em 2002 de quase três décadas de guerra civil e, desde então, tem apostado na juventude como elemento central de uma sociedade estável. O diplomata citou o Programa Kwenda — de proteção social e inclusão económica das famílias mais vulneráveis — como exemplo da ligação entre apoio social e desenvolvimento, e destacou o Corredor do Lobito como motor de emprego e integração regional.
Na sua intervenção, Angola defendeu que as estratégias de emprego em contextos pós-conflito devem centrar-se no investimento em competências, no empreendedorismo e no apoio às pequenas e médias empresas, com especial atenção ao empoderamento de mulheres e jovens. “Alargar o acesso ao trabalho digno e às oportunidades económicas é fundamental para construir sociedades mais inclusivas, coesas e resilientes”, sublinhou o embaixador junto das Nações Unidas.
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