Angola cai nove posições no índice de liberdade de imprensa, segundo relatório da Repórteres Sem Fronteiras
NJ
30 de Abril 2026 às 13:06
Angola é o país com o pior resultado entre os membros da Comunidade de Língua Portugueessa, ocupando agora o 109.º lugar, por “a censura e o controlo da informação ainda [pesarem] muito sobre os jornalistas”.
A maioria dos Estados da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) subiu no índice de liberdade de imprensa.
Entre os oito dos nove países lusófonos que integram o índice (São Tomé e Príncipe não consta), Cabo Verde ocupa este ano a segunda melhor posição (40.º) – logo abaixo Portugal (10.º) , mas desceu 10 lugares.
Guiné-Bissau e Guiné Equatorial subiram no ‘ranking’ face a 2025, mas a RSF destaca que nestes dois países as autoridades controlam a informação e os órgãos de comunicação social, com os profissionais do sector a serem frequentemente alvo de ameaças e agressões físicas.
Moçambique subiu duas posições, ocupando agora o 99.º lugar. O Brasil subiu na classificação, de 63.º em 2025 para 52.º este ano. E Timor-Leste que ocupava a 39.ª posição, em 2025, é agora 30.º no ‘ranking’.
De acordo com o índice de liberdade de imprensa, no continente africano, o país mais bem posicionado é a África do Sul, que ocupa o 21.º lugar, e aquele que está pior, e no fim do ‘ranking’ global, é a Eritreia, no 180.º lugar.
No topo da lista, mais uma vez, está a Noruega, o único país a obter uma classificação de “excelente” (92,72 em 100), seguida dos Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia.
A maior queda em 2026 é protagonizada pelo Níger (37 posições de uma só vez, para o 120.º lugar), que ilustra a deterioração da liberdade de imprensa que se verifica há anos na região do Sahel, também devido aos ataques que tem vindo a sofrer por parte de diferentes grupos armados e das juntas militares no poder.
A RSF aponta que a liberdade de imprensa global está no nível mais baixo dos últimos 25 anos, em particular devido à criminalização do jornalismo, considerando o ambiente “problemático” ou pior em cerca de 75% dos países.
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