O primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos, avisou que apelar à abstenção “não é uma estratégia para um político”, fazendo referência ao apelo de Patrice Trovoada nas redes sociais. Para Ramos, a classe política deve fazer o inverso e pedir que a população vote o mais possível.
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O primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos, rejeitou publicamente os apelos à abstenção de Patrice Trovoada, membro fundador do ADI, partido actualmente liderado por Ramos. As eleições legislativas, autárquicas e regional no Príncipe estão marcadas para dia 27 de Setembro, mas Patrice Trovoada não deverá constar nas listas do ADI.
“Um apelo à abstenção nas próximas eleições não é uma boa estratégia para um político, uma vez que votar é um dever cívico. Daí que penso que a população são-tomense sabe o que quer, estamos num país democrático há mais de 30 anos, boicote às eleições e com abstenção penso que não é uma boa estratégia”, afirmou Américo Ramos.
O apelo de Patrice Trovoada surgiu nas redes sociais, com o antigo primeior-ministro a dizer aos seus apoiantes que a melhor forma de protesto seria “não indo votar, não saindo de casa para votar nas eleições legislativas e autárquicas do dia 27 de Setembro”.
Para Américo Ramos, primeiro-ministro desde a demissão de Patrice Trovoada, em Janeiro de 2025, a classe política e a sociedade civil devem “fazer todos os esforços necessários para diminuir o número da abstenção, uma vez que esse é o momento de escolher os dirigentes para os próximos quatro anos”.
No mês passado, dois dias após o anúncio da derrota do candidato apoiado por Patrice Trovoada nas eleições presidenciais de 19 de julho, o Tribunal Constitucional (TC) divulgou um acórdão, no qual reconheceu o Américo Ramos, como presidente do ADI, na sequência do congresso realizado em 27 de junho, impugnado pela ala do partido fiel a Patrice Trovoada.
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