Patrice Trovoada diz que quer evitar a reeleição do Presidente de São Tomé e Príncipe

São Tomé, 29 abr 2026 (Lusa) – O ex-primeiro-ministro são-tomense Patrice Trovoada anunciou que um dos objetivos do seu partido é evitar a reeleição do Presidente Carlos Vila Nova em julho e voltar ao Governo após as legislativas de setembro para recuperar o país.

“ADI tem ainda muito para dar a São Tomé e Príncipe, a primeira etapa é de facto acabarmos com esse período da presidência do Carlos Vila Nova, alguém que saiu das nossas fileiras, mas que traiu como viram, não só o ADI, mas todo o povo são-tomense […] Vila Nova, como eu costumo dizer, vai para casa”, afirmou Patrice Trovoada, numa comunicação publicada no Facebook.

Carlos Vila Nova foi eleito em 2021 com apoio da Ação Democrática Independente (ADI) e a mobilização direta de Patrice Trovoada, mas a relação entre os dois políticos rompeu-se oficialmente após o Presidente são-tomense demitir o Governo de Trovoada em janeiro de 2025, alegando incapacidade governativa e deslealdade institucional.

Patrice Trovoada anunciou que “nos próximos” a ADI vai escolher uma figura para apoiar nas eleições presidenciais a fim de travar a eventual reeleição de Carlos Vila Nova.

“Vamos todos alinhar atrás dessa figura, vamos conquistar pessoas de dentro e de fora do partido. Essa figura poderá ser de dentro, poderá ser de fora, o que importa é que o Vila Nova não seja reeleito e que essa figura represente um novo arrancar, uma esperança e o princípio da refundação do país”, declarou.

O ex-primeiro-ministro são-tomense e presidente da ADI disse esperar que o futuro Presidente da República reponha o funcionamento das instituições, sobretudo os tribunais, a administração pública e os serviços públicos.

Após a demissão do Governo de Patrice Trovoada em 2025, Carlos Vila Nova rejeitou vários nomes propostos pela ADI e escolheu para primeiro-ministro o ex-secretário-geral do partido contra a indicação da direção da ADI, levando o partido a demarcar-se do Governo, e romper-se posteriormente com os seus elementos que o integraram.

“Por isso é que vamos tirar o Carlos Vila Nova e tirando o Carlos Vila Nova todos os traidores que alinharam com ele […] depois de tirar essa gente que constitui um perigo para a nossa democracia, um perigo para a nossa liberdade, pessoas que têm sinais de intolerância, de ditadura, pessoas que gostam de reprimir, gostam de retaliar, gostam de ameaçar. Depois nós nos desembaraçámos dessa gente, o caminho estará aberto para mais inclusão, mais trabalho”, disse Patrice Trovoada.

Além das eleições presidenciais de julho, São Tomé e Príncipe terá eleições legislativas, autárquicas e regional em setembro, as quais Patrice Trovoada apelou desde já à união e mobilização dos militantes da ADI e não só.

“A situação que se encontra São Tomé e Príncipe é uma situação extremamente difícil, vai necessitar de muito mais trabalho, muito mais sacrifício, mas é possível, é indispensável, é imprescindível que nós possamos recuperar o país a partir de setembro de 2026. Mas isso não vai acontecer se nós não vencermos a primeira etapa, eleições presidenciais”, sublinhou.

 

 

JYAF // RBF

Lusa/Fim

 

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