Crise energética “é um problema crónico” em São Tomé e Príncipe – Convidado

A crise energética volta a complicar o quotidiano das pessoas em São Tomé e Príncipe. Esta quinta-feira, o primeiro-ministro, Américo Ramos, pediu desculpas à população pela crise que dura há 10 meses e prometeu que a situação será resolvida nas primeiras semanas de Maio. Este “é um problema crónico” no país, alerta o sociólogo Olívio Diogo, numa entrevista em que analisa as causas e o possível impacto desta crise.

Em São Tomé e Príncipe, o primeiro-ministro, Américo Ramos, pediu desculpas à população pela crise energética que dura há 10 meses no arquipélago e prometeu que a situação será resolvida nas primeiras semanas de Maio. A declaração foi feita depois de uma reunião convocada pelo Presidente da República, Carlos Vila Nova, com participação do ministro das Infraestruturas e a direcção da Empresa de Água e Eletricidade para analisar a situação energética no país.

A crise energética voltou a instalar-se no país com cortes constantes e prolongados de electricidade desde Agosto do ano passado, quando a empresa Tesla STP, de investidores turcos, suspendeu o contrato, alegando dívidas acumuladas pelas autoridades são-tomenses. A chegada, em Janeiro, de seis novos grupos de geradores ao país não resolveu o assunto.

A crise energética “é um problema crónico do país”, alerta o sociólogo são-tomense Olívio Diogo, avisando que a população continua às escuras literal e simbolicamente, estando “zangada e estupefacta com a situação energética”, o que pode ter impacto nas eleições deste ano.

A situação catastrófica energética em São Tomé e Príncipe tem produzido problemas graves na vida da população e das pessoas que não conseguem ter os seus bens alimentares conservados, por um lado. Por outro lado, os hotéis, a restauração e todos estes equipamentos de desenvolvimento económico do país estão a sofrer consequências. Também têm aumentado dificuldades para as crianças que vão à escola porque isto tem pesado também ao nível dos pais”, descreve Olívio Diogo.

A guerra no Médio Oriente deverá piorar a crise energética em São Tomé e Príncipe, acrescenta Olívio Diogo: “Se nós já estamos a ter problemas de energia antes mesmo de começarmos a enfrentar aquela situação do Médio Oriente, a população tem que se preparar porque quando as consequências da guerra no Médio Oriente começarem a fazer peso na situação de fornecimento de combustível são-tomense a situação vai piorar.

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