Num movimento concertado entre academias da Guiné-Bissau e clubes formadores, os responsáveis deliberaram a notificação, já feita, da Federação da Guiné, no sentido de apresentar recurso contra a decisão da CAF – Confederação Africana de Futebol – de afastar os Djurtus, na categoria de sub-17, do Campeonato Africano, de 2026, que será sedeado por Marrocos.
A jovem seleção guineense foi excluída depois de repescada, já que o facto de Marrocos ser anfitrião e campeão em título libertou mais uma vaga, previamente entregue à Guiné-Bissau, que se havia classificado em 3º lugar no seu grupo de apuramento, sendo que os moldes previam a passagem dos dois primeiros.
Os autores desta petição contestam a atuação da Federação do próprio país que revelou inércia no processo, que estabeleceu conversações com a CAF no sentido de averiguar se consumava a sua participação, virando-se o organismo que tutela o futebol africano para outro pretendente, dando acesso à Tunísia, que apenas se situara em 4º lugar na sua série de apuramento.
Os guineenses emitiram um denso documento em que expõem em várias alíneas uma alegada fraqueza desta decisão, sendo que comparam o que aconteceu a um escândalo proporcional à retirada do título do Senegal na última edição da CAN. São questionadas “ilegalidades” nesta deliberação, sendo desafiada a Federação da Guiné-Bissau, neste ofício, a apresentar recurso a pedir a suspensão do torneio, até resolução da contenda.
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