Impulso fiscal no PIB
Relatório do Goldman Sachs que analisa o PIB brasileiro no segundo trimestre sugere que estímulos fiscais e de crédito – transferências a famílias de baixa renda, expansão da renda disponível, programas de crédito consignado, aumento do limite de isenção do Imposto de Renda e medidas de alívio ao serviço da dívida, em parte impulsionadas pelo calendário eleitoral do quarto trimestre – devem dar sustentação à atividade economica do Brasil nos próximos meses. Apesar disso, o cenário é desafiador, afirma o texto, assinado pelo chefe de pesquisa para a América Latina, Alberto Ramos. Além do aperto financeiro doméstico e da deterioração do sentimento de consumidores e empresas, o cenário externo segue volátil. Para Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, a alta de 2% na comparação anual do PIB veio ligeiramente acima da projeção da casa, de 1,9%. Segundo ela, “o qualitativo veio um pouco pior” do que o número cheio de crescimento de 0,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro sugere. Ela aponta a retração do consumo das famílias, mais intensa do que as projeções, como um dos fatores, mas em parte compensada pela formação bruta de capital fixo acima do previsto.
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