Anão do Sitio Cercado – Um dos criminosos mais procurados no Paraná é preso no Paraguai – Rádio Cultura Foz – AM 820

Um dos criminosos que estavam na mira das forças de segurança do Paraná foi preso no Paraguai. Douglas Fernando de Jesus Hartkoff, conhecido como “Anão do Sítio Cercado”, foi localizado durante a Operação Espejismos, deflagrada pela Polícia Nacional do Paraguai em La Paloma, no departamento de Canindeyú.

Hartkoff tinha uma ordem de captura em aberto no Brasil por homicídio, segundo as autoridades paraguaias. A prisão representa um avanço na busca por um dos suspeitos que, nos últimos meses, passou a ser procurado pela Polícia Civil do Paraná.

O nome de Douglas ganhou destaque nas investigações de um homicídio ocorrido em Curitiba. Em fevereiro deste ano, a Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Paraná divulgou a fotografia do suspeito e informou que ele era procurado por envolvimento na morte de Lucas Joaquim, de 27 anos, ocorrida em novembro de 2025.

Sequestro, tortura e execução

De acordo com as investigações divulgadas pela Polícia Civil, o crime teve características de uma ação planejada.

Homens armados, utilizando roupas táticas, coletes balísticos e se passando por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), invadiram uma residência em Curitiba. Lucas Joaquim e outras duas pessoas foram rendidas.

A vítima foi retirada do imóvel pelos criminosos e encontrada morta horas depois, na região da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), com sinais de violência. A investigação apontou indícios de tortura e asfixia.

Segundo a Polícia Civil, a ação teria sido motivada por vingança. Um dos envolvidos morreu em confronto com a Polícia Militar, enquanto outro suspeito acabou preso. Douglas, apontado como um dos investigados, permaneceu foragido até ser localizado no Paraguai.

Tentativa de esconder a identidade

A prisão no Paraguai ganhou ainda mais repercussão por informações divulgadas sobre as estratégias utilizadas por Hartkoff para dificultar sua identificação.

As investigações apontam que o suspeito teria passado por procedimentos cirúrgicos para alterar a aparência do rosto e também por uma intervenção para modificar a própria estatura. Ele seria conhecido pelo apelido de “Anão”.

Mesmo com as mudanças, o brasileiro acabou identificado pelas autoridades paraguaias.

Prisão durante operação no Paraguai

Douglas foi um dos cinco brasileiros detidos durante a Operação Espejismos. A ação contou com três mandados de busca cumpridos simultaneamente em La Paloma.

Além de Hartkoff, foram presos Luiz Gustavo Alves, que possuía ordem de captura no Brasil por tráfico de drogas; Eder Oliveira da Silva, de 28 anos, que também era procurado por tráfico; além de Cleverson Gonçalves e Tayla Gomes de Campos.

Durante as buscas, a polícia paraguaia apreendeu um arsenal que incluía dois fuzis de calibres 7.62 e 5.56, pistolas, espingardas, rifles, munições e equipamentos eletrônicos.

Também foram encontradas duas caminhonetes. Segundo as autoridades paraguaias, uma Toyota Fortuner, ano 2022, e uma Volkswagen Tiguan, ano 2026, tinham registro de furto no Brasil.

Por que “Anão do Sítio Cercado”?

O apelido “Anão do Sítio Cercado” estaria relacionado à baixa estatura de Douglas Fernando de Jesus Hartkoff e à região do Sítio Cercado, em Curitiba, onde ele teria atuação e seria conhecido no meio criminal. Segundo informações divulgadas durante as investigações, o apelido acabou sendo incorporado à identificação do suspeito pelas forças de segurança.

De foragido a preso na fronteira

A localização de Hartkoff no Paraguai reforça a atuação conjunta das forças de segurança dos dois países no combate ao crime organizado na região de fronteira.

Após a prisão, os brasileiros foram encaminhados para Ciudad del Este e entregues às autoridades brasileiras na região da Ponte Internacional da Amizade, conforme informações divulgadas sobre a operação.

Agora, Douglas Fernando de Jesus Hartkoff deverá permanecer à disposição da Justiça brasileira em razão do mandado de prisão existente contra ele.

A investigação sobre o homicídio que colocou o “Anão do Sítio Cercado” na lista de procurados da Polícia Civil do Paraná continua, e as autoridades deverão aprofundar a apuração sobre a participação dele e dos demais investigados nos crimes atribuídos ao grupo.

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